Caro Ricardo, estou também de acordo com o apelo que faz. "Sejamos sérios, humildes" e honestos (digo eu).
Compartilho tb do seu direito à indignação e aproveito para tentar esclarecê-lo:
1 - O projecto CPA para uma AS mais não é do que uma versão melhorada e mais elaborada de um outro mais simples mas não menos eficaz que um associado entregou no CPA e que permaneceu na gaveta por muito tempo, pelo menos, pelo tempo necessário para que fosse feito aquele que recebeu a paternidade do Clube.
Não percebo aonde quer chegar. Quem não está por dentro do assunto e ler este seu ponto, pensa que esta direcção escondeu a participação de algum associado na elaboração do projecto do CPA. Relembro aqui o que foi dito na apresentação no fórum do referido projecto:
"Depois de estudadas várias áreas de serviço vendo o que de bom e mau apresentavam, assim como os documentos adoptados no estrangeiro e ainda as propostas que alguns sócios, em particular o Ricardo Pires, fizeram chegar ao Clube, a Direcção do CPA elaborou um dossier Áreas de Serviço que agora divulga.
Há 11 anos que o CPA procurava adoptar um projecto técnico de áreas de serviço, por uma ou outra razão tal foi sendo sempre adiado. Esperamos não ter que esperar outro tanto tempo para vermos os seus frutos no terreno. Para isso contamos com todos os autocaravanistas no sentido de divulgarem o projecto agora apresentado e de o usarem nos seus contactos, tendo em vista sensibilizar os autarcas, proprietários de parques de campismo, responsáveis associativos, etc. para as vantagens da existência de áreas de serviço para AC." (
http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php?topic=468.msg1913#msg1913) Fomos eleitos em Final de Janeiro e em Agosto tinhamos elaborado este projecto. Sejamos sérios, humildes e honestos.
2 - A AS da Batalha foi construída com a participação efectiva do Sr. Boaventura que chegou à construção e nela interferiu com o seu conhecimento muito antes do CPA. A certificação e o respectivo painel de poderia, isso sim, ser considerado usurpação, para usar o termo que, com alguma ligeireza, se tem aplicado aqui no forum. Para os menos atentos recordo a posição de destaque que a Autarquia deu ao Sr Boaventura na mesa da refeição que ocorreu por ocasião da inauguração sob os olhares (admirados?!) de alguns membros da Direcção do CPA também convidados.
Continuo sem perceber aonde quer chegar. A máquina que lá está foi efectivamente fornecida pelo Sr. Boaventura. Foi a Câmara Municipal que nos contactou por motivo do envio do projecto do CPA enviado em Agosto/Setembro de 2006 e que quis estabelecer connosco um protocolo. Se pensa que houve usurpação de algo terá que recalmar na CM da Batalha...Gostaria de saber tb como pode saber que houve olhares admirados, não estando presente no referido almoço....
3 - Os possíveis interesses, leia-se participação nos lucros, na venda dos equipamento que tem vindo a ser utilizado nas AS foram, em primeira mão, propostos ao CPA que entendeu recusar a oferta. No projecto CPA também se faz referência e bem, em meu entender, a este tipo de equipamento pelo que não entendo onde reside o problema. O que importa é informar!
Qual problema? Problema seria se não tivessemos colocados todas as soluções para que as entidades escolhessem as que melhor servissem os seus interesses, o que como faz referência foram colocadas.
Grave é a sua afirmação. Sendo o companheiro um dos poucos associados que se preza a comparecer nas AGs e sempre intervindo quando se debate os estatutos onde se proclama conhecedor profundo (e que é efectivamente demonstrado pelas intervenções pertinentes), acha que uma associação sem fins lucrativos como o CPA poderia alguma vez ser interveniente numa relação comercial deste género?
4 - Já agora aproveito para dizer que não entendo por que razão nas ajudas que por aqui se vai afirmando que o CPA vai dando na construção das AS não se informa que seria conveniente incluir caixas ao nível do chão (veja-se o exemplo de AS de Mação que, está perfeita) para despejo das sanitas náuticas que, apesar de alguém fazer constar que estão em vias de extinção, ainda não me foi possível ler nada oficial sobre o assunto. Alguém me quer ajudar?
´
Concerteza que ajudo. Não é o CPA que constrói. Apenas indica quais as várias variantes, vantagens e benefícios de cada uma das soluções propostas pelo Projecto do CPA. Fica ao critério das entidades decidiram o que fazerem. Olhe, por exemplo, porque não pergunta ao Sr. Boaventura porque a da Batalha não apresenta uma caixa ao nível do chão.
5 - Quanto às declarações à Lusa: o Sr. Boaventura, a quem questionei, diz não ter falado com nenhum jornalista daquela agência. Teria sido o Sr. Ruy o autor das declarações e teria sido o jornalista a fazer a troca dos títulos? Já alguém perguntou ao Ruy? Para quem conhece (eu conheço) o tipo de informação telegráfica que a Lusa divulga, deixando ao cuidado das redacções o "engrossar" do texto da notícia para preencher a coluna do jornal, compreende este tipo de acidentes. Por outro lado, o Boaventura, que conto entre os meus amigos e que NÃO me passou procuração para o defender, não tem necessidade de armar este tipo de confusões e muito menos de "usurpar" títulos para provar o seu amor à camisola. Já provou o que tinha a provar e (em meu entender) já fez mais pelo autocaravanismo nacional do que o CPA fez e fará nos tempos mais próximos, isto dentro e fora das nossas fronteiras. Fala por si a medalha de ouro que lhe foi conferida no recente encontro de Tarbes. O CPA terá de acarinhar as colaborações em vez de as escorraçar!
Mas porque falaria o Sr. Ruy Figueiredo à Lusa, se o CPA não teve nada a ver com esta inauguração? Esta confesso que estou admirado. Penso tb que terá sido o jornalista que se enganou ao referir que o Sr. Boaventura era Presidente e cujo erro já foi corrigido para associado. O CPA acarinha todas as colaborações desde que propostas. O Sr. Boaventura nunca propôs ao CPA qualquer colaboração para se construirem/inaugurarem AS.
6 - Não é "ocupando" o espaço da revista que é de nós todos e onde é muito difícil incluir artigos de opinião que sejam polémicos ou não situacionistas, nem transformando a única Assembleia Geral numa exaustiva e cansativa leitura da acta da AG anterior (em geral mal redigida) e das contas (em geral pouco esclarecedoras), negando, por essa razão, aos sócios tempo para a discussão do andamento presente e do futuro do CPA, que se fará progredir o Movimento Autocaravanista Português que, por muito que custe a alguns senhores, extravasa muito o âmbito do CPA. Experimente-se comparar o total das autocaravanas portuguesas com o número daquelas que se encontram inscritas no Clube!
De modo nenhum concordo com a sua posição sobre a Revista. Concordo sim com as afirmações que faz sobre as AG, mas essas deverá fazê-las no local próprio e aos respectivos responsáveis. A Direcção não tem qualquer responsabilidade na condução das AGs, como muito bem sabe. Quanto ao número de autocaravanas em Portugal e aos que se encontram inscritos no CPA, isso não é justificativo de nada. Dou-lhe um exemplo. Quantos sócios tem o Benfica? 100-200 mil? E quantos se diz que existem em Portugal? 6 milhões. Isto quer dizer alguma coisa? Nada!!!
7 - Penso, como autocaravanista, que teremos de avançar para um movimento nacional supra clubista e exclusivamente para Autocaravanistas, que englobe numa mesma ideia TODOS os Autocaravanistas portugueses, cujo número já tem massa crítica para avançar com a tarefa, na base de 1 membro = 1 autocaravana e não 1 autocaravana = muitos sócios (criando uma dimensão falsa e, certamente com mais inconvenientes do que vantagens), do qual possam nascer vários clubes regionais, exclusivamente dedicados a autocaravanistas - por ex. Norte, Centro (poderia ser o CPA com os estatutos modificados e não só!) e Sul - em que os praticantes da modalidade se sintam geograficamente mais próximos uns dos outros, criando a condição necessária e suficiente para a criação da Federação de Autocaravanismo Portuguesa. Não creio que exista outra maneira de lá chegar mas aceito sugestões e estou pronto para colaborar!
Concordo, mas infelizmente não sei se será possível. Existe pouca gente disponível para ceder algum do seu tempo ao movimento associativo e participar activamente na construção desta FAP.
Espero que tenha ajudado a esclarecer alguns pontos menos óbvios.
Cuumprimentos
Nuno Ribeiro