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Raul Lopes
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« Responder #10 em: 14 Set 2007, 18:56 » |
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Companheiros,
Na minha opinião há discussões que é necessário manter com vista ao esclarecimento das coisas. Neste caso o que está em causa não é apenas o nome no qual colectivamente nos reconhecemos. Obviamente quando estamos num camping somos todos campistas, com ou sem saco-cama. A questão é outra: é que se aceitamos que o autocaravanismo é a mesma coisa que o campismo, então não é preciso criar legislação que regulamente a prática do autocaravanismo; pior do que isso, de cada vez que estacionamos a nossa autocaravana num espaço público estamos a acampar, o que aos olhos da lei é ilegal. Como tal as autoridades policiais não fazem mais do que o seu dever ao perseguir-nos e multar-nos.
Fiel a este entendimento, escrevi em tempos um texto publicado no nosso Boletim que aqui recordo.
Autocaravanismo versus campismo: dormir no carro é acampar?
É frequente ver-se quem confunde autocaravanismo com campismo. Daí a achar-se que pernoitar em autocaravana no espaço público é fazer concorrência desleal aos Parques de Campismo vai um pequeno passo. As consequências desta confusão manifestam-se na discriminação e mesmo perseguição às autocaravanas, como se os autocaravanistas fossem perigosos delinquentes à solta. Convém pois esclarecer o que é o autocaravanismo e a sua relação com o campismo. Sem entrar em grandes detalhes nem em preciosismos conceptuais, pode resumir-se o autocaravanismo a uma forma de turismo itinerante em que as pessoas se fazem transportar num veículo legalmente adaptado e dotado de autonomia logística para nele viver: a autocaravana. • Uma autocaravana dispõe, no mínimo, de casa de banho, lava-loiça, sistema de armazenamento de água potável, depósito(s) de águas usadas, sistema energético próprio, alternativo ao do motor, usado para iluminação e para a alimentação de equipamentos como o frigorífico. Dispõe ainda de espaço interno adequado a aí comer e dormir. Todas estas alterações no veículo estão sujeitas a especificações técnicas regulamentadas por lei, sendo homologadas como veículos automóveis ligeiros de passageiros (excepto quando com mais de 3500Kg). Estão sujeitas a regime fiscal próprio, pagam imposto de circulação e têm um regime apertado de inspecções periódicas. Ou seja, as autocaravanas não são nenhuns perigosos monstros foragidos à lei. Muito menos esconderijos para práticas comerciais ilícitas. • Por sua vez, os autocaravanistas não são vendedores ambulantes clandestinos! Os autocaravanistas são praticantes do turismo itinerante, pessoas com uma certa atracção pela aventura. Viaja-se sem percurso rigidamente definido, chega-se e parte-se sem hora marcada. Está-se enquanto nos sentimos bem, até que se procura outro local onde mergulhar na natureza ou na cultura que cada esquina das cidades testemunha. Como pessoas que são, não é fácil tipificar os autocaravanistas: há entre nós todo o tipo de pessoas. Mas uma coisa é certa, não são pessoas muito dadas à rotina. Daí o gosto pelo autocaravanismo. Quanto ao resto, os autocaravanistas não são menos cumpridores da Lei do que os restantes cidadãos. Pelo contrário, adoptam voluntariamente um código de conduta que assumem como integrante da identidade do autocaravanista. Tal código está bem expresso na Cartilha do Autocaravanista que o CPA adoptou. Os autocaravanistas respeitam o ambiente porque amam a natureza. Respeitam o espaço público porque ele é a sua casa, porque se alimentam da diversidade de culturas dos povos que visitam e com quem partilham esse espaço público. Gostam de ser bem recebidos, por isso tratam bem e respeitam quem os recebe! Esclarecido o que é o autocaravanismo, outra questão se impõe: um autocaravanista é um campista? Definitivamente, não! Um autocaravanista pode fazer campismo fazendo-se deslocar até ao Parque de Campismo numa autocaravana. Mas não é forçoso, nem do ponto de vista técnico nem legal, que o autocaravanista recorra aos Parques de Campismo. Mesmo quando o faz, como frequentemente é o meu caso, isso não reduz o autocaravanismo ao campismo. O campismo tem dimensões que são estranhas ao autocaravanismo, e, por outro lado, o autocaravanista é um turista itinerante que pode gostar de acampar ou pode simplesmente gostar de andar estrada fora de cidade em cidade. Hoje em dia, o autocaravanista é mais um solitário errante, do que um membro de tribo sedentária. Quem chega a um Parque de Campismo com uma tenda na mala do carro deixa de ser campista ao sair do Parque e passa a ser condutor de um veículo em igualdade de circunstâncias com os outros condutores que não transportam nenhuma tenda na mala. Em conformidade com isto, a FCMP reclama a tutela do campismo, mas reconhece ao ACP (Automóvel Clube Português) a representação dos automobilistas, mesmo dos que fazem campismo. Trata-se de duas dimensões complementares e não redutíveis. Similarmente, o autocaravanista é campista enquanto está no interior do Parque, deixa de o ser quando sai de lá e estaciona a sua autocaravana em conformidade com o que estabelece o Código da Estrada para ir visitar o Museu da terra, saborear a gastronomia local, assistir a uma festividade, a um espectáculo cultural ou simplesmente fazer compras ou registar umas fotos. Nestas circunstâncias, porque haverá o autocaravanista de ser tratado pela lei de maneira distinta dos turistas que se comportam da mesma forma mas se fazem transportar em veículos não transformados? Os autocaravanistas têm consciência de que precisam de ter um comportamento irrepreensível, que quando querem abrir o toldo, espalhar a “tralha” e fazer uns grelhados, isto é, quando querem acampar, só o podem fazer nos Parques de Campismo. Mas as autoridades também precisam de entender que estacionar e, eventualmente, pernoitar numa autocaravana não é acampar. Ou será que dormir dentro de um carro é acampar? Não conheço qualquer lei que legitime essa interpretação, mas se ela existe então percorram-se as ruas de Lisboa pela madrugada e enviem-se para o Parque de Monsanto todos os que se deixaram dormir dentro de automóveis estacionados na via pública. A ideia de que as autocaravanas só podem estacionar em Parques de Campismo não tem qualquer fundamento legal ou mesmo técnico. Tal ideia, que alimenta a discriminação legal das autocaravanas e a perseguição aos autocaravanistas não tem outra justificação que não seja a defesa de interesses económicos corporativos conservadores e bloqueadores da competitividade da oferta turística regional. Nas localidades e cidades do Centro da Europa onde os cerca de 2 milhões de autocaravanistas europeus são turistas bem-vindos, os Parques de Campismo estão cheios de autocaravanas, sem ser preciso impedir o seu estacionamento no exterior. É que quando os Parques oferecem atractivos aos autocaravanistas, naturalmente estes procuram-nos para neles se instalar e desfrutar de aí estar (coisa que tarda em ser percebida entre nós). Os Parques também concorrem com os Hotéis, desde logo no aluguer de bungalows e residenciais, mas não me consta que exista qualquer lei a dizer que é proibida a sua coexistência. O que a boa doutrina económica diz é que devem concorrer, disputar os seus segmentos de mercado, para aumentar a eficiência económica e a competitividade da oferta turística regional. Se assim é, então porque deve a lei ser diferente quando se trata de autocaravanas, defendendo-se coutadas de interesses corporativos em vez de se promover a modernização dos Parques de Campismo e a valorização das potencialidades turísticas dos destinos favoritos dos autocaravanistas? Parece haver quem esquece que o Mediterrâneo é já ali ao dobrar da esquina, que os autocaravanistas estão habituados a andar estrada fora, e que para os portugueses e para os autocaravanistas europeus, Espanha é um bom destino alternativo. Ahh! Dirão alguns que a interdição de pernoitar à beira mar (como a que é estabelecida pelo diploma legal enquadrador dos Planos de Ordenamento da Orla Costeira) se justifica por razões ambientais. Se fosse essa a razão, os autocaravanistas conscientes só poderiam aplaudir. Mas se assim fosse então não se permitia o estacionamento durante o dia, proibindo-o durante a noite exactamente nos mesmos sítios onde se permite o estacionamento a outros veículos. Pior, se fosse essa a verdadeira razão, não se remetiam as autocaravanas para Parques que de campismo muitas vezes só têm o nome, não se permitiria que continuassem abertos recintos de acantonamento em tendas de lona designados por Parques de Campismo onde não existe qualquer área de serviço para autocaravanas. Ou seja, em nome do ambiente quer-se obrigar os autocaravanistas a ir dormir ao Parque, paga-se aí a estadia, mas vem-se à rua despejar o depósito das águas sabonetadas saídas do lava-loiça, do lavatório e do duche. Nas autocaravanas com sanita náutica o mesmo acontece com os esgotos da sanita. Não faz sentido! Este argumento não é sério. Concluindo. Estacionar adequadamente autocaravanas no espaço público não é concorrência desleal aos Parques de Campismo. Proibi-lo, isso sim, é proteccionismo próprio do Estado Novo inibidor da livre concorrência que a Constituição da República Portuguesa postula, é ignorar os interesses dos consumidores-turistas e alienar ao conservadorismo as potencialidades turísticas locais. Se há superiores interesses colectivos que se impõe acautelar, se há que lidar com donos de autocaravanas que não sabem ser autocaravanistas, então preencha-se o vazio legal existente sobre o autocaravanismo, promovam-se infra-estruturas de apoio ao turismo itinerante e, em consequência, punam-se os comportamentos menos correctos dos autocaravanistas, mas não se persigam as autocaravanas. Proibir que se acampe fora dos Parques de Campismo, todos concordamos. Confundir o estacionamento de autocaravanas no espaço público com acampar, ou é má fé, ou é um equívoco prejudicial ao desenvolvimento do turismo das localidades onde ocorre.
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« Última modificação: 14 Set 2007, 19:02 por RaulLopes »
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rduarte
Visitante
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« Responder #9 em: 13 Set 2007, 19:50 » |
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Boa Tarde companheiros,
Quando fiz questão de mencionar o que mencionei no post anterior, foi por achar que grande parte dos problemas desta actividade passa pela falta de afirmação e reconhecimento do que é, e da forma como devem ser chamados os seus praticantes (pois aposto que um esgrimista não gostaria que o tratassem por espadachim), quantas vezes tenho que rectificar as pessoas que estão a falar comigo e dizem caravana e não autocaravana, faço por achar que são duas coisas bastantes distintas e explicar porque, outro aspecto que eu acho que têm muita relevância neste tema é saberem concreto os números dos ficam fora ou dentro de parques. No que diz respeito as soluções e propostas apresentadas por quem escreve sobre a actividade só ruma para um lado (parque campismo), será esse o futuro da actividade em Portugal Se assim for se calhar mais uma vez vamos ter dificuldade em acompanhar a Europa no seu rumo. Eu entendo que no pensamento de alguns dirigentes e mesmo governantes passe por ai pois cada vez somos mais como tal somos uma fonte de riqueza para explorar, apetecível para os lobis existentes, o exemplo disso é a proposta do sr.Durana Pinto de colocar as autocaravanas nos parques de campismo, (se calhar este senhor diz isto por a actividade estar debaixo da tutela da F.C.M.P, porque se tivesse ligada a FAP, federação autocaravanas Portuguesa, para onde será que ele nos mandava). acompanhada da excelente oferta do sr.presidente da J.F.Ericeira : Para bem receber as autocaravanas, a Ericeira dispõe de um Parque de Campismo que conta com excelentes condições pata atender às necessidades dos autocaravanistas, só faltou mencionar com excelentes preços tal como se vê por esta Europa fora (ou será que o investimento é para se pagar a curto prazo??) O problema deste pais devera passar por uma questão de sensibilidade das populações para esta actividade. No dia 10 de Agosto de 2007 presenciei uma coisa que achava que nunca iria ver junto a um monumento mais de 300 AC a pernoitar no Monte St.Michel França, estes não fazem muita questão de nos mandar para os parques de campismo ao contrario de C.M.Mafra e porque será, se fosse em Portugal e sobre o olhar de algumas pessoas seriam mais de 3oo criminosos ambientalistas para os Franceses éramos no mínimo mais de 700 turistas…
Se calhar como alguém um dia disse vale a pena pensar nisto?
Boa Viagem
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nunor
Visitante
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« Responder #8 em: 13 Set 2007, 10:17 » |
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Bons dias
Também tenho acompanhado com interesse o que aqui se vai dizendo. Estava à espera que a discussão tivesse seguido outro tipo de caminho e originado diferentes comentários. Discutir o que é que nós somos quando estamos ao volante de uma autocaravana é um assunto estéril. Cada um pode ser o que quiser, autocaravanista, campista, turista, etc. e se cumprir as regras e se comportar de uma forma cívica, nunca teremos problemas.
O que aqui estava em causa era um texto de um dirigente do Clube de Campismo do Porto que atacava de uma forma indigna o CPA e um seu dirigente. Em resposta a este aqtque descabido o Vice-Presidente do CPA elaborou um texto invocando o direito de resposta que foi publicado neste número da Revista Acampar. Registe-se aqui a forma correcta e exemplar no meio campista, como o companheiro Jorge Agostinho, director da revista Acampar, procedeu nesta matéria. Infelizmente o director da revista da FCMP não teve o mesmo tipo de procedimento numa situação similar ocorrida a alguns meses atrás....
O problema é que neste número temos mais um espaço de opinião, onde de facto se regista um "amaciamento" dos argumentos do dirigente do CCP, Durana Pinto, acabando no entanto com mais um ataque ao que ele define como turistas itinerantes, que são os utilizadores de autocaravanas que não utilizam os parques de campismo. Mais uma vez é um ataque descabido, porque sendo eu na definição do dirigente do CCP, um campista, já vi várias vezes uma das situações retratadas em fotografia dentro de um parque de campismo. O fundamental nesta situação é banir-se (e punir-se, já agora) os prevaricadores, quer eles estejam num parque de campismo, numa área de pernoita para ACs ou em qualquer lugar. Esta sim teria sido a linha de argumentação correcta. Quanto ao resto do texto, tenho uma leitura muito diferente do projecto de autocaravanismo que a FICC lançou. Acho que este projecto não se fica pela "tutela" do auutocaravanismo só nos parques de campismo como é subentendido pelo texto de Durana Pinto. Mas isso já é outro assunto para ser discutido noutro tópico do fórum.
Cumprimentos Nuno Ribeiro
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marco nuno
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« Responder #7 em: 13 Set 2007, 00:04 » |
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Olá a Todos:
A minha pergunta é só uma... Porquê tanta questão em volta dos nomes a que chamamos onde quer que estejamos?... Ou seja quando vamos de férias queremos é descanço (penso eu) do stress do dia a dia, o que me importa é regressar bem quando chego a casa... Agora a forma como o fasso só a mim me interessa (desde que respeite as regras), Se somos campistas, autocaravanista, turistas, etc. ... Todos temos os mesmo objectivos DESCANSAR .... GOZAR o "pouco" tempo que cá estamos.... Porque é que nós andamos a "perder" tempo com lamexices de nomes..... ?... Eu não tenho nada contra os companheiros que expressão aqui a sua opnião, e acho que devemos chamar os nomes devidos ás situações..... mas com tanta coisa Bonita para visitar, com tanto caminho para palmilhar e tão pouco tempo.................. vamos é viajar para sermos respeitados vamos respeitar,,,,,,,,,
Boas Curvas
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« Última modificação: 13 Set 2007, 00:08 por marco nuno »
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Antonio
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« Responder #6 em: 12 Set 2007, 18:32 » |
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Boa Tarde
Pois eu sou diferente, nunca foi campista, Autocaravanista á pouco tempo e acho que é um termo muito vago. Por isso quando ando de AC ou de carro em lazer SOU TURISTA, e como bom turista que sou vá como vá faço como o colega Decarvalho diz. " em Roma sê romano " não chateias ninguém , respeita e serás respeitado. Um Abraço António
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josé vieira
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Sócio Nº 1228
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« Responder #5 em: 12 Set 2007, 14:54 » |
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Boa tarde a todos Tenho seguido com alguma atenção e curiosidade, a "polémica" que envolve o significado de autocaravanista e de campista. Começo por dizer, que desde tenra idade me habituei a fazer campismo, utilizando desde a tenda canadiana até à caravana, tendo há cerca de três anos adquirido uma autocaravana. Que fiz durante estes anos todos, utilizando aqueles vários meios  ?? Para além do contacto com a natureza, foi o meio que utilizei para fazer turismo itinerante, conhecendo assim outras terras e outras gentes. Pergunto-me pois qual a aversão, que existe em considerar um autocaravanista, simultâneamente um campista  ? Apenas porque não utiliza os parques de campismo?  Ou será que existe algum complexo de "superioridade"  ?? Por mim utilizo, os parques de campismo para pernoitar, já que a segurança tem para mim muita importância, e será que tal promenor me impede de me considerar um autocaravanista??? Creiam que tal facto não me provoca qualquer prurido, e por isso SE ME PERMITEM (!!!!), continuarei a ser autocaravanista........ Cumprimentos
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Decarvalho
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« Responder #4 em: 12 Set 2007, 09:25 » |
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carissimo Rduarte
Ora bem...campistas (pessoas acampadas) fora de parques poderao ser varias coisas... Aceitaveis 1) alpinistas, a subir o Everest (ou outras montanhas) e portanto em acampamentos tecnicos de escalada 2) escuteiros, em acampamentos devidamente organizados nas suas actividades proprias de exterior e ar livre 3) concentrações ad hoc, por exemplo nos festivais de musica em espaços delimitados e limitados no tempo (desde Vilar de Mouros I)... 4) militares, em operações de campanha ou de treino ou de exercicios... 5) acampamentos comemorativos, de clubes de campismo em periodos delimitados e espaços preparados... 6) gens de voyage, (nomadas ciganos entre nós) que em frança e outros paises tem zonas de acantonamento municipais exclusivas 7) acampamentos de SOS, em situações extremas, refugiados, vitimas de cataclismos como inundaçoes, tremores de terra etc e com o apoio de organizações humanitárias como a Cruz Vermelha, por exemplo. B) inaceitaveis tendas, caravanas e autocaravanas fora de parques em situações de permanencia (mais de 24h) em regime de promiscuidade, desorganizaçao e sem infraestruturas ou regras higienicas...é uma das formas de campismo selvagem....( a outra é mesmo dentro dos campings em situações irregulares)
Meu caro, e demais companheiros, aqui vão reflexoes rápidas, sujeitas a aprofundamento com a seriedade que o assunto sempre merece.. Por mim, sou varias coisas, e também autocaravanista...e aqui faço turismo itinerante... parando e pernoitando onde é desejavel, o que tanto inclui parques de estacionamento, como areas de serviço de Ac, como parques de campismo, naturalmente sem quaisquer fundamentalismos...e assim, não me custa cumprir com as regras de campismo quando estou num camping, com o codigo da estrada quando estou num parking, e com as regras municipais e outras sobre autocaravanismo se estou numa AS de AC... sempre com o velho ditado em mente...em Roma sê romano...e...a césar o que é de cesar...
Boas voltas e reviravoltas...
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« Última modificação: 12 Set 2007, 21:03 por Decarvalho »
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rduarte
Visitante
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« Responder #3 em: 11 Set 2007, 22:31 » |
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Alo companheiro Decarvalho
Os campistas fora dos parques são o que???
Continua-se sem se falar destes porque?
Companheiro compreendo a sua logica mas eu serei sempre autocaravanista
Boa Viagem
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Decarvalho
Visitante
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« Responder #2 em: 11 Set 2007, 13:46 » |
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alo Rduarte..carissimo AC...
sera que da para pensar...que quando um autocaravanista esta num parque de campismo esta de facto a praticar campsimo e nao turismo itinerante?
Alias que outra coisa se pode fazer num parque de campismo para além de campismo?...mesmo o uso de bungalows é campismo se inseridos num parque de campismo, e os seus utilizadores estao, por ex. obrigados ao regulamento de silencio, e outros do parque...
Ou seja:
autocaravanas em parque de campismo são campistas, e por isso, e nessa medida, devem cumprir com as regras e enquadramento do campismo e em geral da Federação...."em roma sê romano"....
autocaravanas fora de parques de campismo, são turistas itinerantes e por isso em Portugal sem tutela da Federação...e apenas enquadradas pelas regras eticas dos autocaravanistas por enquanto definidas pelo CPA, e por outros grupos e movimentos que se criem...e acima de tudo pela educação civica que cada um tem...
ou não será assim?
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« Última modificação: 12 Set 2007, 09:31 por Decarvalho »
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rduarte
Visitante
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« Responder #1 em: 11 Set 2007, 12:20 » |
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Bom Dia Mais um artigo sobre autocaravanismo, da autoria, do ou da Durana Pinto, de salientar neste texto algumas melhorias primeiro assume as suas intenções dizendo que `` o que pretendi foi atear a fogueira tentando desunir aqueles que de alguma forma, concorde-se ou não com eles, estão organizados ou a tentar organizar-se em prol da modalidade´´, julgo que este primeiro objectivo foi um fracasso dai o retomar do tema, mas desta vez com algumas preocupações como o Projecto Paneuropeu da FICC, ``para esta modalidade do Campismo´´, achando ``indispensável para o seu êxito obrigar os governos a legislar e regulamentar esta actividade´´, objectivo comum daqueles que tentou desunir, por outro lado reconhece a anterior modalidade que designara como campismo como actividade como uma realidade turística mundial, que também pode ser praticado por campistas, expressando a sua opinião que a Federação se devera preocupar em criar condições dignas para a pratica do campismo (se calhar queria dizer autocaravanismo), nos parques de campismo ao exemplo de toda a Europa com a criação de áreas de serviço e áreas de pernoita fora dos Parques(será que é para sermos diferentes) Quanto aos exemplos dos atropelos ambientais que parece estar na moda, alguém anda a esquecer-se que estes infelizmente não são só praticados por alguns elementos que fazem uso incorrecto das autocaravanas, (de certeza não usam nem cartilha nem o bom nome de Autocaravanistas) um bom exemplo disso é sem duvida a quantidade de pessoas que se vê na nossa orla marítima a praticarem campismo selvagem (actividade proibida fora dos parques de campismo) de tenda sem cartilha mas com ou sem ética campista e de certeza sem casa de banho ambulante, mas com ou sem papel higiénico biodegrádavel ou não?, sem duvida estes da responsabilidade da FCMP. Pelos vistos também não consegue controlar (será que existe algo que a FCMP controla?)  Mas com estes ninguém se preocupa nem mesmo as autoridades que mais facilmente implicam com uma autocaravana do que com o proprietário da tenda. Resumindo e concluindo julgo que com mais uns quantos artigos sobre a modalidade poderá entrar nos eixos e começar a aproximar-se do espírito que leva tanta gente a praticar mesma. Saliente-se as preocupações de legislar, e duvidas que levanta sobre a FCMP, aqui só a um senão se não for a mesma a tomar conta da modalidade quando esta não é praticada dentro dos parques, também não devera ser dentro, ou será que está a propor duas federações para a mesma modalidade (sim porque não estou a ver as AC, a irem todos para dentro dos parques)  Boa Viagem
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