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nunor
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« Responder #7 em: 07 Nov 2007, 11:32 » |
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Companheiros
Está na hora de dizer basta. Basta de tanta hipocrisia e de tanta crítica despropositada ao companheiro Raul e à Direcção do CPA, que nalguns casos chega a roçar a má fé. Este comentário era para ser escrito ontem depois do post do associado RDuarte, mas para não responder a quente decidi só hoje dizer algumas coisas sobre Mação, Ericeria e certificação de áreas de serviço.
Começo pelo mais importante. Apesar de o companheiro Raul finalizar todos os seus posts com a seguinte frase "É sabido que sou Vice-Presidente do CPA, mas as afirmações que aqui faço só a mim responsabilizam, nunca a Direcção ou o Clube", nunca o companheiro Raul nas suas opiniões e/ou comentários pôs em causa as decisões tomadas pela Direcção do CPA. Mais, nunca nenhum dos assuntos aqui abordados pelo companheiro Raul, não foi em primeira instância apresentado em reunião da Direcção, que decidiu em consonância com o que aqui foi transmitido pelo companheiro Raul. Sendo assim, gostaria de que aqui para a frente em vez de se referirem ao companheiro Raul, dirigam as vossas críticas/comentários/sugestões à Direcção do CPA. Iniciando-se no Presidente, passando pelo Vice-Presidente, Tesoureiro, Vogais e Suplente, todos são co-responsáveis pelo que de positivo e negativo se fez nestes últimos 2 anos.
Sobre àreas de serviço em Geral. Esta Direcção do CPA tem-se substituido em diversos assuntos ao pseudo-representante dos autocaravanistas em Portugal. Tem desempenhado o papel que deveria caber ao FCMP. Temos tentado ser os representantes institucionais do autocaravanismo em Portugal. Podem alguns acharem que estamos a ser presunçosos, mas é preferível podermos o ser, do que ficarmos estáticos e inoperantes perante a actual situação do autocaravanismo em Portugal. É nesse sentido que aparece o Dossier Técnico sobre Áreas de Serviço e Pernoita e a tal Certificação que tem gerado críticas em alguns autocaravanistas, por acharem que o CPA não tem fundamente legal para o fazer. De momento não acho importante abordar esta temática, mas sim a razão porque surgiu esta Certificação. As instituições a quem nos dirigimos para apresentar o repto para construirem Áreas de Serviço, não tem noção daquilo que queremos dizer. A certificação surge na necessidade de acompanhar e colaborar técnicamente na construção das AS. Não imaginam as perguntas (as quais respondemos sempre com o maior prazer) que nos fizeram para implantar algumas das AS onde colaboramos. Mas é exactamente esse o nosso papel. Ajudar DESINTERESSADAMENTE naquilo que podermos para que todos os autocaravanistas possam usufruir das melhores condições possíveis. O protocolo que temos preparado para assinar com as várias entidades, refere como principal tarefa da parte do CPA, esta colaboração técnica e que culmina com a inauguração e certificação da AS. É o momento em que o CPA agradece publicamente a quem nos permite usufruir das infra estruturas necessárias e suficientes para praticarmos o nosso hobby. Abordando desde já a AS de Mação, não faz qualquer sentido certificá-la, pois ela foi construída com o apoio necessário e isso faria que muitos interpretassem (e bem na minha opinião) como uma usurpação do trabalho de outrém. E para além disso já foi inaugurada com uma comparência em massa de autocaravanistas. Em alguns encontros do CPA, tivemos menos presenças. Não vejo isto como uma derrota para o CPA, como muitos pensam. Vejo antes como uma vitória para o autocaravanismo em Portugal. Mas afinal qual é o problema sobre Mação? É fácil de explicar. A atitude perante o CPA do associado Boaventura. Temos tido conhecimento de vários associados que individualmente fazem chegar às mais diversos entidades sugestões para se construírem AS. Posso dar dois exemplos, os companheiros Mário Caxias e Urbino. O que é que estes companheiros fizeram? Endereçaram em seu nome a referida sugestão e informaram que o CPA estaria disposto a colaborar tecnicamente, dando disso conhecimento à Direcção do CPA. Atenção que com isto, não quer dizer que todos o devemos fazer. Não, lá por semos associados do CPA, não temos a obrigação de o fazer. Entendo que moralmente o deveríamos de o fazer, já que só assim podermos ser vistos como parceiros institucionais e com isso termos acesso aos centros de decisão onde podemos combater eficazmente as proibições e restições à prática do autocaravanismo. Isto porque não acredito em organizações espontâneas. Pode fazer com que haja mais 2 ou 3 AS, mas não resolve os nossos problemas que não passam exclusivamente pela ausência de AS. Mas o mais grave desta "novela" sobre Mação não foi o CPA não ter sido informado, foi ter sido utilizado para sem conhecimento da sua Direcção, credibilizar o pedido da construção da AS. Penso que ninguém duvida que é mais fácil apresentar-se como sócio do CPA, do que autocaravanista. Nos vários orgãos de comunicação que relataram a inaguração, a referência que aparece é "Segundo Cândido Boaventura, sócio do Clube Português de Autocaravanas." Isto não é sério. Se não se quer que a Direcção do CPA esteja presente, ou que o CPA intervenha é uma coisa. O associado Boaventura e qualuqer outro associado tem todo esse direito. Agora não se pode é utilizar abusivamente o nome do Clube para ter mais visibilidade e credibilidade para se atingir os seus objectivos. Este é verdadeiramente a grande questão, que estou certo que muitos associados não dão importância, pois o que querem é que haja AS. Mas como actuais responsáveis do CPA, não podemos ficar indiferentes a toda esta situação. Sobre a Ericeira, ou melhor Mafra. É incrível que associados que acompanharam toda a problemática da proibição de estacionamento no Concelho de Mafra venham agora afirmar que "o CPA, compactuou com a C.M.Mafra na tomada de posição da mesma contra a pratica da modalidade". Mais uma vez não estamos a ser sérios. Como é que isto pode ser pensado e dito!!! Então nós que reunimos com o Vereador responsável, que apresentamos uma reclamação devidamente fundamentada e documentada, aliás a única que foi apreciada na reunião da Assembleia Municipal, podíamos estar coniventes com a CM Mafra. Porque é que acham que apenas foi considerada a nossa reclamação/sugestão sobre o regulamento de estacionamento. Porque vinha de uma entidade credível e que por muito que custe a alguns autocaravanistas tem sido vista como parceira institucional para o autocaravanismo. Foi este o nosso grande objectivo para o biénio 2006-2007. Tornar o CPA como o parceiro institucional e que por força dessa situação possa ter acesso aos centros de decisões e influenciar as resoluções que não prejudiquem a prática do autocaravanismo em Portugal. Com atitudes como a do associado Boaventura, não estamos decerto mais perto de conseguir esse objectivo. Espero que tenha sido suficientemente explicíto na abordagem destas questões e que tenha ficado claro que nada nos move contra a quem a título individual ou colectivo patrocine o aparecimento de mais AS. Cumprimentos
Nuno Ribeiro
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