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A Direção

Campanha de Angariação de Associados

A direção deliberou promover uma campanha de angariação de associados nas seguintes condições:

  1. A campanha inicia-se a 1 de janeiro e termina a 31 de dezembro de cada ano, renovando-se automaticamente até informação em contrário;

  2. Os associados proponentes devem ter a quotização de cada ano paga à data em que propuserem o primeiro novo associado do respetivo ano;

  3. No âmbito e para os efeitos desta campanha os associados proponentes, por cada novo associado efetivamente inscrito anualmente, têm um desconto de 25% do valor da quotização do ano seguinte ao da inscrição dos novos associados, com o limite de 100%.


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Autor Tópico: CIDADANIA E VISÃO DE FUTURO  (Lida 4011 vezes)
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PAPA LÉGUAS PORTUGAL
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Sócio Nº 1869


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« Responder #2 em: 08 Nov 2013, 15:20 »


Em democracia não há verdades absolutas

Em democracia a decisão da maioria não é sinónimo de verdade ou de ter razão. A decisão de uma maioria é apenas sinónimo de uma opção, pois tantas e tantas vezes a decisão de uma maioria se veio a verificar ser contra os interesses dessa mesma maioria. Contudo, em democracia, devemos respeitar as decisões dessa mesma maioria, sem que isso signifique que essa opção seja a melhor e sem prejuízo de direitos fundamentais.

No caso vertente a maioria expressou-se pelo desinteresse e ao fazê-lo afirmou uma posição. E essa posição foi muito bem definida pelo CPA.

“Os autocaravanistas e os cidadãos que não querem uma Área de Serviço para Autocaravanas em Lisboa, nem beneficiar o turismo em Portugal, NÃO VOTAM neste projeto.”

Porque, em democracia, as nossas opções têm consequências.

Tenho para mim que os autocaravanistas são pessoas adultas e como tal são responsáveis pelos seus atos, logo a única conclusão que se pode tirar, se não quisermos ter tentações paternalistas, é concluir que uma maioria de autocaravanistas e cidadãos, que são adultos, esclarecidos e responsáveis, ao não votarem, não quiseram uma Área de Serviço para Autocaravanas em Lisboa, nem beneficiar o turismo em Portugal, pois era exatamente isso que estava em causa.

Claro que os autocaravanistas e os cidadãos conscientes, que exercem o seu legítimo direito de cidadania, devem estar tristes.´

É perfeitamente compreensível e desejável que entre uma instituição, os dirigentes da mesma e os respetivos associados exista uma empatia. Mas essa empatia não pode ser um obstáculo ao direito de TODOS os associados serem tratados de igual forma e não serem uns mais associados que outros.

Entendo que o CPA não é um “Clube de Amigos”, mas uma associação onde os amigos se encontram para defender os interesses, direitos e garantias de TODOS os autocaravanistas. Seria muito simples criar dentro do CPA um grupo de apoio desde que a gestão do CPA se direcionasse para esse grupo de apoio. Um lóbi. Com o atual presidente da Direção (e com todos os membros da Direção) os pequeninos poderes instituídos foram derrotados e abandonaram o CPA. Criaram de forma artificial Clubes de Autocaravanistas e avançaram com a implementação de uma Federação paralela que imaginaram vir a ter um êxito estrondoso. Erraram, mas, contudo, até admito que muitos dos apoiantes dessa Federação estejam verdadeiramente convencidos da sua razão. Dizem-nos, no entanto. os factos, que alguns já concluíram que esse caminho não foi o melhor. E estão de parabéns aqueles que tendo fundado uma federação paralela já a abandonaram.

As Direções do CPA, desde 2010, nunca esconderam os seus propósitos, Foram sempre muito claras nos respetivos programas de ação e muito claras nos Planos de Atividades aprovados em Assembleias Gerais. Mantiveram TODOS (sócios e não sócios) permanentemente informados. Proporcionaram a TODOS os sócios as melhores condições para acederem às Assembleias Gerais de forma a apresentarem propostas alternativas às das Direções. Até (e não fizeram mais que a sua obrigação) distribuíram as Propostas a ser discutidas em Assembleia Geral com uma antecedência de pelo menos 15 dias. Todas as decisões de fundo foram tomadas em Assembleias Gerais. O que nenhuma Direção deve fazer é “pagar” aos associados para estarem numa Assembleia Geral.

Perante factos não há argumentos.

Faço pois sinceros votos para que o Companheiro Autocaravanista “mar vermelho”, sem abdicar dos valores pelos quais se rege o CPA,  consiga, como diz “ (…) aproximar de forma consistente e regular, os sócios do CPA dos seus corpos dirigentes, abrir pontes (signifique isso o que significar) e trabalhar afincadamente no aumento do número dos seus associados”. E digo-o com toda a sinceridade.

Termino, repetindo a ideia com que acima iniciei este escrito e em que acredito:

Em democracia não há verdades absolutas.

(mas há factos indesmentíveis!)

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Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

(Citação livre de Sidónio Muralha)
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« Responder #1 em: 08 Nov 2013, 13:48 »

Caro companheiro
Acabo de ler o seu texto intitulado "Cidadania e Visão do Futuro" e fico muito triste. Triste pelo facto da grande massa dos sócios do CPA não ter ido votar no projecto da uma Área de Serviço para Lisboa. Triste por verificar o grande alheamento que a maioria dos sócios do CPA revela em relação aos problemas do autocaravanismo e dos autocaravanistas. Triste por verificar que nem nos assuntos que mais de perto nos tocam, os sócios do CPA decidem intervir. Triste por saber e constactar que esta é a realidade de Portugal e dos portugueses...

Talvez não fosse tão taxativo como o companheiro, talvez não tirasse as mesmas conclusões que o companheiro tirou do facto da generalidade dos sócios não ter ido votar no projecto. Mas compreendo muito bem a sua mágoa e o seu desgosto. Também eu ficaria assim se a situação se tivesse passado comigo! Tanto esforço, tanto trabalho e apenas 157 sócios a dizerem presente.

Uma das razões que me levam a integrar a Lista A concorrente ao próximo acto eleitoral é justamente dar o meu modesto contributo para melhorar este estado de coisas.

Na minha modesta opinião é necessário e urgente aproximar de forma consistente e regular, os sócios do CPA dos seus corpos dirigentes, abrir pontes e trabalhar afincadamente no aumento do número dos seus associados. Só assim poderemos aumentar a influência e a força do CPA e ao mesmo tempo garantir o seu futuro sustentado!

Aceite os meus melhores cumprimentos e o meu sincero agradecimento por tudo o que fez pelo nosso Clube!

Luiz Filipe Carvalho (sócio Nº 1782)
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Luis Filipe Carvalho
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« em: 07 Nov 2013, 03:38 »



CIDADANIA E VISÃO DE FUTURO

Bem Hajam


No Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa teve lugar, ontem, dia 6 de novembro, a apresentação pública dos Projetos vencedores do Orçamento Participativo de Lisboa de 2013, tendo-se o CPA feito representar na singela cerimónia.

Nos projetos entre 150 mil e 500 mil euros (grupo em que se situava o CPA) foram aprovados apenas dois:

- Jardim Botânico de Lisboa, proteger, valorizar e promover - 7553 Votos
- Mobilidade para todos em Benfica  - 1375 Votos

O Projeto OPLX 168 (Construção de área de Serviço para autocaravanas) ficou em 15º lugar num total de 108 com APENAS 157 votos.

O CPA, como é público, desde o início colocou a questão da seguinte forma:

  • Os autocaravanistas e os cidadãos que não querem uma Área de Serviço para Autocaravanas em Lisboa, nem beneficiar o turismo em Portugal, NÃO VOTAM neste projeto.

  • Os autocaravanista e os cidadãos que querem uma Área de Serviço para Autocaravanas na cidade de Lisboa e beneficiar o turismo em Portugal VOTAM neste projeto.

Os resultados evidenciam de forma clara que uma significativa maioria de autocaravanistas não querem uma Área de Serviço para Autocaravanas em Lisboa, nem querem beneficiar o turismo em Portugal e, por isso, não votaram.

O CPA agradece às 157 pessoas que assumiram uma cidadania responsável e demonstraram ter uma visão de futuro ao considerarem ser uma mais-valia para o autocaravanismo e um benefício para o turismo em Portugal a existência de uma área de serviço em Lisboa.

Bem Hajam

« Última modificação: 07 Nov 2013, 03:39 por infoCPA » Registado

Associação Autocaravanista de Portugal - CPA
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