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Autor Tópico: Mais um assalto ... no sul de França  (Lida 45829 vezes)
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aribeiro
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« Responder #69 em: 28 Jan 2009, 13:15 »

Caros companheiros
Eu utilizo um sistema muito simples que me parece muito seguro.
Trata-se de uma corrente que vai de uma porta a outra, passando pelo volante.
Acontece que se uma das portas forem forçadas ,soa o alarme e com o esticar das correntes faz tocar a buzina.  Nao me parece que qualquer amigo do alheio depois de surpeendido tenha tempo para cortar as correntes,seria necessario um alicate muito forte.
Apenas um pequeno pormenor foi necessario fazer dois parafusos especiais para colocar nos punhos das portas..... Espero nunca ver isto a funcionar,quando digo que me parece muito seguro é por os testes que tenho feito.

Cumprimentos
aribeiro
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Sócio Nº 550


« Responder #68 em: 28 Jan 2009, 00:08 »

Bnoite, Nelson
Não interferi no alarme de origem. Coloquei uma sirene de incêndio (de alarme doméstico, mas alimentada a bateria -As sirenes vulgares já são tão corriqueiras que muita gente já não liga, pois estão sempre a tocar... ) no compartimento do motor. Fiz uma extensão simples e coloquei o interruptor junto à almofada. Nada complicado! Quanto às portas, é mais corriqueiro: se não optar por trincos próprios embutidos nas portas da cabine, use o sistema banal de corrente a prender as duas portas. Na da célula, um ou dois trincos interiores. Mas atenção: nada de sistemas complicados, pois poderá ter de abandonar a autocaravana rápidamente, por exemplo em caso de incêndio...
Há depois sistemas mais complicados, mas para complicar a vida  à maior parte dos larápos já chega.
Isto para o caso de estar dentro da autocaravana. Se se ausentar, já o caso é mais complicado. Como um "especialista" abre qualquer porta ou retira qualquer vidro e com um "scanner" descobre em pouco tempo o código do comando centralizado, já será melhor tentarmos outros processos menos comerciais (por exemplo trincos eléctricos adicionais nas fechaduras das portas mas com activação pouco convencional).
Não se esqueça no entanto de uma norma importante: não há sistemas 100 % seguros, e sim sistemas que demoram mais tempo a violar...
E nunca desista. Autocaravanista assaltado, torna-se mais cauteloso. Só isso.
Um abraço
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João Firmino
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golfinho
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« Responder #67 em: 27 Jan 2009, 23:11 »

Caro JRFirmino

Acabei de ler a sua mensagem e por acaso estava aqui a minha esposa.
A sua ideia engenhoca despertou-lhe curiosidade e agora estou a ser pressionado para fazer o mesmo a nossa autocaravana, encontrar um local para colocar um botão que acione de imediato o alarme.
Resumindo meteu-me em trabalhos. mas obrigada pela ideia.
Bem haja
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JRFIRMINO
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Sócio Nº 550


« Responder #66 em: 21 Jan 2009, 20:34 »

Bnoite, Nelson
No sul de França ou no centro de Portugal, eu tranco sempre as portas por dentro, tanto da cabine como da célula. Se forçarem ou se partirem os vidros, espero acordar, para carregar imediatamente no botão de alarme (independente do de origem) que tenho junto à almofada...
Boas autocaravanices e que isso não volte a contecer...
João Firmino
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João Firmino
Queluz-Sintra
nelson
Visitante
« Responder #65 em: 20 Jan 2009, 14:00 »

boa tarde
decarvalho , pois comigo as coisas foram assim!!
1- foi  na autoestrada ,mesmo junto as bombas de gasolina   ,assim que outras ac
2- fui a unica vitima
3-arrombaram a fechadura da porta
4-isto foi as 2h da manha  ,a policia so chegou as 9h
5- a reacçao da policia foi  muito boa  , estive nas localizacoes da policia a telefonar para portugal para cancelar  as cartas visas  , com os telefones deles ,  talvez por saber falar bem o frances ,melhor do que escrevo .
--bom naquele dia parei naquela area para lanchar e continuar viagem , mas devido ao cançaso acabei por jantar e ficar por la  ,tenho companhia de outras ac .
nenhuma precaução foi feita  ,o pc estava em cima do tablier so  saio quando decidimos ficar ali  ,com isto pode-se ver  que a culpa por vezes vem de nos  ,mostramos o mel ,levam o frasco

uma liçao  pra vida

nelson
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Decarvalho
Visitante
« Responder #64 em: 17 Jan 2009, 18:56 »

Meu caro Nelson

se nao for doloroso recordar essa experiencia desagradavel, sera que pode dar mais detalhes e conselhos para outros se prevenirem melhor?

foi na auto-estrada?
estava sozinho?  houve mais assaltados?
a que horas mais ou menos?
que metodo? arrombamento de porta? janelas?
como reagiu a policia?

com um abraço solidario.
« Última modificação: 17 Jan 2009, 18:56 por Decarvalho » Registado
nelson
Visitante
« Responder #63 em: 17 Jan 2009, 14:55 »

boa  tarde ,companheiros

continuo sempre a fazer autocaravanismo , mas desde de  que fui assaltado  ,onde dormia ,e que ainda lhe pus  a mão em cima ,mas conseguio fugir !
foi tambem no sul de frança  ,perto de toulouse .
posso dezer fiquei com um trauma ,as minhas noites mesmo em casa nunca mais foram as mesmas  ,um pequeno barulho e fico logo de alerta .

zebravo 8.000 eur  ,ja e muito mesmo .

pois eu fiquei por 3000  eur ,sem carteira nem ducomentos e uma noite a espera da policia e um dia a fazer o relatorio e telefonar para cancelar os  cartoes .
felizmente  ainda restou  a carteira da esposa com cartao visa  ,e la continuamos as ferias ,
dissemos  se fosse um acidente seria bem  pior , e la continuamos as viagem  .

um abraço

nelson
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zebravo
Visitante
« Responder #62 em: 17 Dez 2008, 00:09 »

Olá Ricardo,

A gasolineira era da Total a seguir a Arles na RN113?
Se foi, devem ter sido os mesmos larápios, que me "visitaram".
A história do gás foi-me impingida pelo gendarme que me fez a participação. E estes assaltos são tão banais que nem ligam. A gerência daquela estação de serviço (Total), assim como os funcionários da loja até pareciam que eram coniventes com os bandidos. Cheguei a pensar que pagavam aos larápios para fazerem o "serviço" ou até que tinham alguma comissão...

Penso que realmente não existe nenhum gás com capacidade para adormecer todos no espaço de uma autocaravana.

Já me arranjaram um spray (embalagem pequena) desses comercializados para protecção pessoal e aquilo provoca mais tosse (vias respiratórias) afectando também a visão (irritação nos olhos) do que adormeçe. Experimentei com as minhas gatas e elas não gostaram nada da brincadeira e em vez de ficararem sonolentas atiraram-se a mim!
Já vi um indivíduo a ficar imobilizado mas provavelmente por efeitos secundários, susto e desmaio?...

Só não consigo perceber porque é que os cães que acompanham autocaravanistas assaltados não acordam!!! Serão histórias mal contadas?

Caro Ricardo, já fui assaltado por 2 vezes em que me limparam mais de 8000€, mas ficar sem dinheiro, sem documentos de toda a família (até os doc.s dos meus 3 carros) e sem cartões bancários e longe de casa... é de ficar traumatizado! E não sentir apoio de ninguém nem das autoridades ficando com a sensação de desprezo!

Agora desconfio de todos, mesmo dos autocaravanistas que estacionam próximo da minha e já não confio mais em mim.
Alarme sempre ligado, correntes e cabos de aço nas portas, alarmes nas janelas e valores só mesmo os necessários.

Chaves do veículo sempre comigo para o caso de necessitar de uma fuga a indivíduos mais agressivos e perigosos.

Saudações autocaranistas.
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OPoeta
Visitante
« Responder #61 em: 16 Dez 2008, 00:08 »

Obrigado pelo cumprimento e pela solidariedade, companheiro Decarvalho.

Na verdade, colocou duas perguntas interessantes. De facto efectuámos um inventário após a primeira investida e nada tinha sido subtraído. Já quanto ao destrancar da porta, eu fui o último a abandonar a cabine antes de ir dormir e, de facto, até hoje não tenho 100% de certeza se tranquei a porta do lado direito. A viatura era uma Fiat Ducato 280.

Só uma adenda. Hoje, em conversa com os meus pais acerca da descoberta deste tópico no fórum, revisitámos uma vez mais o sucedido. Acontece que, no meu relato, me esqueci de um interessante pormenor. De facto, a mala não foi a única coisa surripiada. Também o foram dois pares de óculos de Sol que estavam colocados na bancada da cozinha... ou seja... mesmo ao lado das mochilas com a máquina fotográfica, computador, etc...

Isto altera totalmente a minha perspectiva de que eles não teriam entrado no habitáculo. De facto, tiveram que o fazer. E, ao mesmo tempo, dá mais força ao "vulto" que a minha irmã viu, nesse mesmo local, debruçado a remexer nos nossos pertences... Agora a questão mantém-se, talvez se tenha assustado e escapado o mais rápido possível. Ou talvez, na escuridão, os óculos de sol reflectissem alguma luz, ao contrário das mochilas já referidas.

Portanto, parece-me agora mais provável que eles tenham deixado a meio a sua "labuta" por terem sido assustados por algo. Mas continuo a achar que não houve gás envolvido.

Cumprimentos a todos.
Boas viagens!
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Decarvalho
Visitante
« Responder #60 em: 15 Dez 2008, 07:55 »

Meu caro poeta,

Li o seu extaordinario e exemplar relato, de utilidade para todos que somos mesmo semoventes...e no estrangeiro...e  no sul de França....
Apenas uma duvida: depois do 1º episódio, e logo a seguir, foi mesmo feito um inventario do que foi surripiado? ou seja ha mesmo a certeza da reincidencia da incursao dos larapios? E teria sido da segunda vez, e não da primeira que destrancaram a porta? e qual o modelo da viatura (cabine?)

com a minha solidariedade pelo precalço.
Boas voltas e reviravoltas.
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OPoeta
Visitante
« Responder #59 em: 15 Dez 2008, 05:24 »

Boa noite/madrugada companheiros.pel

Reabro agora este tópico que vim descobrir nesta hora adiantada, para relatar a minha experiência pessoal.

No dia 04 de Agosto de 2007 (durante o período temporal em que este tópico foi aberto e em que grande número de situações foi relatado), aconteceu-me o seguinte caso (com muitas semelhanças mas talvez com algumas nuances que poderão ajudar a clarificar algo em relação à questão do gás/sono pesado dos autocaravanistas).

Os intervenientes foram, para lá de mim mesmo, os meus pais, a minha irmã e a minha namorada. O cenário passou-se no mesmo local já aqui descrito por algumas companheiros. Depois de termos visitado Nîmes, ponderámos ficar a pernoitar num dos muitos lugares de parqueamento lá existentes (penso que é um local onde efectuam o mercado/feira). No entanto, acabámos por seguir viagem, "para ganhar mais uns quilómetros" e acabámos por estacionar numa estação de serviço logo após Arles, nomeadamente na estação de CANTARELLES na RN 113. O local pareceu-nos razoavelmente iluminado e estavam cerca de 30 ACs parqueadas, que nos deram extrema confiança para o que se previa ser uma noite calma.

Deitámo-nos, extenuados e, por volta das três da manhã recordo-me de acordar em alvoroço com a minha mãe a gritar "Palavra censuradaS" alto e bom som. Resultado, estado de confusão/pânico generalizado e cada um de nós a fazer mais barulho que o outro na tentativa de "assustar" (presumo que instintivamente era esse o nosso intuito). Depois de passados os primeiros segundos, pudemos todos perceber o que se passara. Sendo assim, factos:

- A minha mãe encontrava-se indisposta e estava com dificuldade em adormecer.
- Cerca de 10 minutos antes do sucedido, sentira movimento no exterior da AC, como se alguém a abanasse (na altura ficou intrigada com este facto, mas pensou tratar-se de vento forte ou algo semelhante... mas ficou atenta).

- Nota: Fizemos a viagem numa AC cedida por um amigo, que já não era nova e que possuía o sistema de alarme desactivado. <--- Grande erro, dirão todos. E tenho que concordar, mas seguindo a minha narrativa...

- 10 minutos após o "embanão", reparou que entrava mais claridade pela cabine, pelo vidro lateral da direita, que estava protegido por um reflector. Soergueu-se da cama e fixou o olhar nesse local e eis que... viu surgir uma mão que avançava, subreptícia, na direcção de um telemóvel pousado no tablier. Foi então que ela gritou e que todos nós acordámos do nosso, presumível, sono de beleza. A mão retirou-se rapidamente e o telemóvel ficou no sítio.


Depois de nos inteirarmos disto, verificámos que tinham conseguido introduzir a mão por um pequeno vidro triangular existente atrás do vidro principal, do lado direito da cabine. Rondámos o local à procura de suspeitos. Eu penso tê-los identificado, miúdos caucasianos de cerca de 15-16 anos de idade que andavam a rondar as casas de banho da área de serviço por um período de tempo muito superior ao normal, colocando-se de fora da porta do WC, como se estivessem à espera que alguém saísse, para lá poderem entrar. Lá dentro, comprovei-o, não havia ninguém. E, à saída, já o "vigia" tinha abandonado o posto. Encontrei-os numa zona mais escura da área de serviço, fora de uma carrinha de 9 lugares, fitei-os fixamente durante uns segundos mas voltei para trás... ao chegar à AC a minha mãe confirmou que o braço não era de adulto.

Bom... até não correu mal, devem vocês estar a pensar...

Pois, vou vos contar o resto da epopeia. Cerca de uma hora depois, quando os ânimos gerais estabilizaram, começámos a debater o que fazer. Eu era da opinião que deveríamos seguir viagem, mesmo àquela hora, mas a maioria pensou que o episódio fizera os larápios fugir em debandada para outra área de serviço ou, pelo menos, deixar a nossa em paz. Acabei por anuir e chegámos a um compromisso, ficaríamos na mesma área de serviço até de manhã, mas colocaríamos a AC noutro local. Assim fizemos, saímos do círculo de ACs  e estacionámos mesmo em frente da loja de conveniência com a AC apontada para a câmara de vigilância (se quiserem, tenho imagens de Google Earth do local... é capaz de ser útil... já verão porquê). Pouco a pouco todos foram dormir, eu não tinha vontade, continuei na cabine a estudar uns mapas. Por volta das 6 da manhã, também eu tive sono, subi para a cama do cappuccino e, relutantemente adormeci, já com o ruído das pessoas e do próprio dia a acordarem na área de serviço.

E apaguei, até às 8.30.

Factos:

- A minha namorada acordou cambaleante para se dirigir aos lavabos da área de serviço.
- A minha mãe notou que ela não a cumprimentou ao descer do cappuccino, como sempre fazia e que ia meio cambaleante. Minutos depois a minha mãe perguntou-se pela mala de mão que deixara no chão do habitáculo, próximo da sua cama (a cama-mesa). E ela não estava.
- Verificámos a porta do lado direito. Porta destrancada.
- Perdas - Apenas a mala de mão da minha mãe, com a sua carteira (documentos-dinheiro) o telemóvel e, infelizmente, também a minha carteira (documentos) que lá tinha ficado por acaso no dia anterior.
- O local onde a mala estava, no chão do habitáculo, era acessível com um esticar de corpo/mão ágil a partir da cabine.
- Um portátil e uma máquina fotográfica digital semi-profissional de elevado valor, bem como outras carteiras, a cerca de 1 metro da mala de mão (na bancada da cozinha) não foram tocadas.


Conjecturas:

- Depois do incidente, todos nós concordámos que o acordar fora estranho, sonolento, quase amorfo.
- Eu recordo-me de ter sentido barulho e me ter soerguido num estado de vigília muito baixo da cama umas duas vezes, olhando para o local onde os meus pais dormiam, sem ter notado nada de particular.
- A minha irmã recorda-se de ter sonhado que um vulto se debruçava da cabine para o habitáculo e remexia nas malas colocadas em cima da bancada da cozinha (as que não foram surripiadas).


Dirigimo-nos à loja de conveniência do local.
Olhe, desculpe (em francês enferrujado desde os tempos de escola...) fomos roubados e pensamos que ficou tudo registado em vídeo.
Onde é que estacionaram?
Aqui!
Ah... essa câmara não funciona e os Palavra censurada já sabem disso...

(...)

Dirigimo-nos à Géndarmerie Nationale onde fomos atendidos por um Gendarme arrogante, que disse que não tinha de nos tentar perceber, que nós é que tínhamos de saber falar Francês pois estávamos em França, tal como ele, se viesse a Portugal, teria de saber falar Português correctamente. Controlei-me. Aliás, controlámo-nos todos. Acabou por ser melhor ignorar este idiota e, verdade seja dita, a sua colega foi de extrema simpatia e pudemos tratar de tudo o necessário. Pelos vistos, essa prática era muito comum nessa área e tentariam tudo o necessário para reaver, ao menos, a documentação.  Ficou registada a ocorrência, com descrição de todo o material roubado, incluindo os documentos de identificação e a minha carta de condução. O documento redigido possuía a capacidade de substituir os documentos referidos, no espaço da União Europeia, com carácter temporário. Como os cartões de crédito não haviam sido roubados, acabámos por seguir viagem, com a incómoda sensação de "violação" que é mais gravosa do que o furto em si. E, também, como já alguém neste tópico referiu, com alguma sensação de conivência de todas as partes envolvidas (Palavra censurada, área de serviço, polícia). Parece tão fácil montar um isco para estes Palavra censurada. Tão estupidamente fácil, que parece incrível que nunca tenha sido feito. E, a bem da verdade, não insistimos para ver as gravações da câmara de segurança...ou pelo menos, da outra, da que supostamente funcionava....

O resto da viagem decorreu sem problemas e tivemos, mesmo assim, as melhores férias da nossa vida. Estivemos o resto do tempo em Itália pois, na Eslovénia, nessa altura, os documentos ainda não tinham o mesmo valor do que no resto da UE (penso que em virtude do espaço de Shengen) e, no regresso, fizemos turnos numa área de serviço da AE perto do Mónaco onde os Géndarmes (num carro patrulha) só estavam até às três da manhã e nos aconselharam a que o fizéssemos (outra vez o sentimento de insegurança gritante... tantos dias depois). Nessa noite, o assaltado foi um camionista. Nós escapámos, sem incidentes durante as vigílias.

Agora, as teorias:

- Em primeiro lugar, eu havia lido alguns relatos de assaltos na região de Marselha, por vezes com recurso a gás, antes de partir. Curiosamente, não encontrara este tópico... que teria sido útil, pois arrancámos no dia 1 de Agosto.

- Rapidamente assumimos que tinha sido gás o método utilizado na "segunda investida".

- Com o tempo, fui-me tornando mais céptico quanto a esta ideia. Percebi que a maioria dos argumentos a favor do gás se prendiam com o estado de torpor ao acordar, com a ideia geral de que todos tínhamos tido "sonhos inquietos"  ( no caso da minha irmã, a "não-reacção" ao "vislumbre" do vulto a remexer em coisas e, no meu caso, de me sentir entorpecido quando, por duas vezes mirara para o espaço do habitáculo após ter "sentido" algo).
Como dizia, com o tempo, apercebi-me de que todos estes "sintomas de anestesia por gás" poderiam muito bem ter sido sintomas de uma outra condição, denominada vulgarmente por "sonolência incontrolável depois de mais um dia extremamente desgastante e de uma noite que já fora interrompida a meio de forma brusca e alarmante...".

- Argumentos contra o uso de gás:

--> A primeira investida dos Palavra censurada.
--------------O abanar do carro, para testar o alarme.
--------------O espaço temporal concedido (10 minutos), para abanar umas tantas caravanas mais (durante a noite, no espaço em que deverá ter ocorrido a segunda investida, ouvimos sirenes de outras ACs).
--------------O facto de a minha mãe não ter ouvido o vidro pequeno ter sido rodado sobre si mesmo (a subtileza dos dedos ágeis), mas ter visto a luz e o braço a entrarem pela janela agora aberta (o que prova que não foi inserido qualquer gás antes).
--------------O facto de terem tentado roubar o telemóvel (que conseguiram ver após rodarem o vidro pequeno e levantado o reflector solar com o braço...). Se não haviam colocado o gás antes, agora era uma boa altura de o fazer, para depois surripiar tudo à vontade. Não faz sentido que quisessem só roubar o telemóvel (como se veio a comprovar de forma mais dolorosa) ou que quisessem roubar o telemóvel antes de inserir o gás...

--> O facto de não existir qualquer cheiro no habitáculo não quer dizer, por si só, nada. Mas, quando aliado ao facto de ninguém ter sentido, após os primeiros segundos de "estrebuchamento" normal de mais um acordar precipitado, qualquer sintomatologia ocular, das vias respiratórias superiores ou mesmo gástrica e do sistema nervoso central (naúseas, vómitos, tonturas, dores de cabeça), parece apoiar o facto de que estávamos apenas com sono e dormíramos como cinco pedras enquanto um Palavra censurada jovem e leve, se despachou a roubar a primeira coisa que lhe apareceu à frente (sim, porque no tablier, já não estava o telemóvel. Após a primeira tentativa frustrada, guardá-mo-lo noutro local)

--> Isto leva-nos a outro facto. Porque não roubaram o Portátil, a máquina, as outras malas? Mesmo que o suposto gás (capaz de se espalhar por um habitáculo tão grande com uma velocidade impressionante, de afectar todos os habitantes do veículo do mesmo modo e de desaparecer sem deixar rasto de qualquer tipo) fosse de duração curta no tempo, não me parece que 2 segundos (o tempo necessário para o larápio deslocar a mão de uma mala para as outras coisas tão apetecíveis - e em tão maior número/aparato) fossem suficientes para desencorajar o Palavra censurada, se este estivesse no habitáculo. E aqui é que penso que reside a chave, ele não estava no habitáculo, deve ter entrado para a cabine, depois de ter aberto o trinco interior da porta rodando mais uma vez o vidrinho já referido e daí, esticando-se através do espaço entre os dois bancos, agarrou na alça da mala colocada no chão e ala que se faz tarde.


- Argumentos a favor do uso de gás:

--> A astúcia dos Palavra censurada teria de ser imensa para voltarem a tentar assaltar a mesma AC, no mesmo local, em frente de uma câmara de vigilância e já em plena luz do amanhecer e com pessoas em redor (as que eu ouvi antes de apagar, reconfortado), ainda para mais depois do "alarme pronto" que a sua primeira investida suscitara.

(Mas seria assim tão difícil? Sabiam que a câmara não funcionava. Sabiam que adormeceríamos. Se não adormecêssemos, o mais provável era ocorrer o mesmo. Eles são experientes. Provavelmente armados, para o caso de alguém os estar a cocar de dentro e tentasse agarrar a mãozinha marota. Ou então, apenas larápios jovens e demasiado confiantes nos próprios reflexos e nas próprias pernas. Esperaram que alguém saísse do campo de visão. Rodaram o vidro. Levantaram o trinco. Entrou o mais leve/ágil. A partir desse momento a AC até podia ser dele para quem o visse nessa altura (não tenho certeza, a esta hora da madrugada, se os reflectores continuaram colocados após a primeira investida e o deslocar da AC, mas penso que não. Vou confirmar este facto e depois concluo este ponto...). Esticou o braço. Agarrou a mala. Saiu. Quanto tempo é que isto demora? Quantos segundos? É mesmo necessário gás para isto? Talvez eu e os outros tenhamos mesmo sentido algo... esse pequeno "algo" espacial em que isto poderá ter ocorrido)

--> A agilidade do Palavra censurada. Como é possível ninguém ter ouvido nada? Ninguém ter acordado com o levantar do trinco, o abrir da porta, os passos dados na AC ?

 (mas quem os sentiria se dados na cabine apenas? Mais uma vez, penso que é extremamente possível que ninguém tenha acordado, apenas porque eles são - por requisito profissional) - ágeis, leves, rápidos e certeiros. E, claro, porque todos nós estávamos cheios de sono).


--> Falámos também que algum movimento/som de um dos "belos adormecidos" poderá ter assustado o larápio. E daí a escassez do pecúlio que ele rapinou. Será? Alguém que tem a coragem de re-assaltar a AC, com pessoas em redor, o dia a nascer e ainda para mais, depois de ter gaseado à confiança os habitantes da AC, teria medo de um movimento do braço ou de um ressonar mais profundo? E, a ser verdade. A ter tido medo. A ter fugido da AC a alta velocidade, não seria isso muito pior (mais barulho, mais movimentos) do que ficar quietinho à espera que o semi-acordado voltasse a adormecer, para finalizar a limpeza?



No entanto, sei que muitas pessoas foram "limpas" por estes Palavra censuradas de forma muito mais incisiva. Não sei explicar o porquê de connosco isso não ter acontecido. Se roubaram outros autocaravanistas de forma tão "perfeita", talvez consigam mesmo andar sobre o habitáculo tranquilamente. Talvez a minha irmã tenha mesmo visto um vulto a mexer nas malas que não foram roubadas. Talvez o Palavra censurada não gostasse de fotografia. Ou talvez se tenha mesmo assustado, pois se a minha irmã soergueu a cabeça e o viu, isso poderá ter sido um sinal de que o gás estava a perder o seu efeito...

Talvez...

Mesmo mais de um ano depois, após imensos debates cá em casa sobre o acontecido, mesmo depois de ler este tópico e de ter escrito sobre o acontecido pela primeira vez, continua a ser difícil explicar totalmente o que se passou... só os larápios o saberão a 100%. Ou saberiam, se essa memória não se tivesse já eclipsado no meio de tantas outras noites de trabalho iguais.

Mas, cada vez mais, me convenço de que o nosso mal, para lá de alguns erros infantis (falta de alarme, ter ficado no mesmo local e confiado na câmara) foi, como se costuma dizer, sono.

Hmm... boa noite e boas viagens.



PS: Alguém perguntou num post passado se havia médicos entre nós. Eu sou licenciado em Medicina, apesar de não exercer por decisão própria. Não sou especializado em Anestesiologia, mas um ex-colega meu está a terminar a especialização nesta área. Hei-de perguntar-lhe mas, que eu saiba, sem ser o gás "russo" ou qualquer outro semelhante que cause efeitos secundários graves, é impossível adormecer tanta gente, num espaço relativamente grande, com tanta eficácia e em tão curto espaço de tempo)
« Última modificação: 15 Dez 2008, 05:30 por OPoeta » Registado
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« Responder #58 em: 29 Jul 2008, 22:44 »

A notícia vem na Camping-car Magazine de Agosto-Setembro:
Um autocaravanista francês, depois de pôr um anúcio de venda da sua autocaravana, marcou encontro com os possivéis interessados...que se apresentaram armados e encapuçados, obrigando-o a dar-lhes as chaves da AC.
Não esperemos para já que esta versão chegue cá, até porque é mais difícil transacionar uma AC que um topo de gama.  No entanto, em face da "tralha" que muitos de nós metemos dentro das ACs, não será de desprezar totalmente esta hipótese...mesmo que depois a encontremos vazia e vandalizada.
Um abraço e boas férias

A propósito v. este site: www.datadot.pt
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João Firmino
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« Responder #57 em: 27 Jul 2008, 04:04 »

Vivam Acs e membros do forum

Aqui vai mais uma nota tranquilizadora para quem usa a autocravana para vijar em FRANÇA...

A policia Francesa (sul) esta a coca mesmo, dos ladroes e marginais no sul como ja consta de nota transcrita em outro topico (assaltos) e continua sem encontra evidencias do uso de gas...

Ora vejam em:
http://www.m6info.fr/m6info/france/cote-dazur--la-chasse-aux-pirates/article.jsp?id=ri2_848085&cid=awl_787239






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pirix
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« Responder #56 em: 27 Jun 2008, 18:18 »

Boa tarde compaheiros,

Nelson,pelos vistos teve menos sorte do que eu, a sua história só confirma que as areas de serviço não são os melhores locais para pernoitar.

Teresa,Boa tarde um abraço e parabéns.

Fernando Nunes
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nelson
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« Responder #55 em: 26 Jun 2008, 15:57 »

boa tarde
pois nesse assunto ,tambem ja fui vitima  ,com menos sorte pois foram 3 mil eur de material furtado  , pc, telemoveis ,carteira , enfim safou-se a carteira da esposa ,que tambem tem visa   ,la se continuou as ferias  ,isto aconteceu ao 2 dia  ,mas ter um acidente e bem pior   ,!!!isto aconteceu na area de serviço da autoestrada em toulouse.

enfin ,haja saude .
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teresa paiva
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« Responder #54 em: 24 Jun 2008, 15:36 »

Viva companheiro pirix

Lamento o que lhe aconteceu.
Cada vez mais acontecem assaltos a autocaravanistas.
Parece que os ladróes são mais espertos que os autarcas, que já perceberam, que um autocaravanista é alguém com poder económico.

Um abraço

Teresa Paiva
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Teresa Paiva
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« Responder #53 em: 24 Jun 2008, 15:35 »

Viva compenheiro pirix

Lamento o que lhe aconteceu.
Cada vez mais acontecem assaltos a autocaravanistas.
Parece que os ladróes são mais espertos que os autarcas, que já perceberam, que um autocaravanista é alguém com poder económico.

Um abraço

Teresa Paiva
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« Responder #52 em: 23 Jun 2008, 11:06 »


Bom dia companheiros,

A minha experiência pessoal.

Duas tentativas de assalto no sul de França ambas em áreas de serviço para AC pagas. num deles havia para cima de 70 AC

A coisa é simples .
Um arromba a porta o outro introduz maços de algodão embebido em éter ?
num instante fazem meia dúzia de AC depois é voltar para traz e levar tudo.

Tiveram azar pois mal arrombaram a porta da cabina o alarme disparou.

E os meliantes fugiram, alguns AC também. os que ficaram... todos cobardes.

Nota: (Mais vale só que mal acompanhado). Ao lado do telemóvel fica sempre n.º da autoridade policial competente e a morada onde me encontro ,o mais detalhado possível .

Um Abraço
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« Responder #51 em: 21 Jun 2008, 23:04 »

Caros Autocaravanistas:

Para os cépticos quanto à utilização de gases nos assaltos a Ac´s, passo a citar uma notícia saída em 19 Junho deste ano no Jornal SOBERANIA DO POVO - Águeda, que relata o assalto a uma VIVENDA.
«MORADIA ASSALTADA COM 5 PESSOAS DENTRO (Alto do Rio)
Uma moradia do Alto do Rio foi assaltada durante a noite, com cinco pessoas lá dentro. Suspeita-se que tenham sido usados sprays sonoríferos.
Os assaltantes partiram um vidro das traseiras, sem baraulho, e, durante a noite de sexta-feira para sábado, vasculharam tudo o que puderam, tentaram roubar um BMW e acabaram por levar um Ford e computadores, deixando uma faca com uma lâmina de 25 centímetros. O automóvel apareceu estampado do Caminho do Campo, em Recardães - sem todos os documentos do condutor. Estranho é que, estando cinco pessoas em casa (quatro adultos) ninguém tenha dado por nada. Acordaram todos com enjoos e um cheiro estranho na casa. A PJ está a investigar o caso.» (sic)

Não quero com isto assustar quem quer que seja, mas, como em tempos se escreveu neste fórum que era impossível (parece-me que esses foram os primeiro a instalar alarmes de detecção de gases).

Fica isto SÓ como um aviso à navegação. Se vos quiseram assaltar de nada vale fiarem-se nesses ditos alarmes. Será melhor trazer na AC um piriquito ou papagaio barulhento, ou «dormirem» acordados!

Boas viagens e,

Saudações Autocaravanistas.

Ameneses
« Última modificação: 21 Jun 2008, 23:05 por Ameneses » Registado

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« Responder #50 em: 04 Fev 2008, 23:10 »

Ainda sobre a segurança

Citar
LA SEGURIDAD ANTE EL ROBO

Una actividad lúdica muy gratificante es el turismo itinerante o turismo por etapas a bordo de una autocaravana, utilizando el vehículo como transporte y como vivienda, sin recalar necesariamente en un camping.

Estos medios permiten desplazarse, entre y en las zonas de visita con la libertad de no tener que planificar cuidadosamente el lugar de descanso, ni ser necesario disponer de un camping próximo y abierto.
La utilización de las vías públicas como estacionamiento habitado requiere una selección cuidadosa en función, principalmente, de la seguridad. El sitio ideal para una etapa es Bonito, Tranquilo y (sobre todo) Seguro. BTS será nuestra marca de calidad en la misma medida que lo es también para nuestros amigos franceses. El lugar idóneo para una etapa.

Lo principal, la elección.-
Los usuarios expertos dicen que la primera impresión es el argumento principal para decidir si un lugar es seguro. Técnicamente el grado de seguridad se puede establecer entre con una escala que comenzaría por un área de descanso en una autopista del mediterráneo, como mas baja, y la plaza principal de un pequeño pueblo frente a la comisaría de policía local, como mas alta.
Se deben considerar como zonas de alto riesgo a las áreas de descanso en las autopistas, donde son numerosos los camiones, automóviles, caravanas y autocaravanas pernoctando. Los intentos de robo son frecuentes en estas áreas. Las autopistas del mediterráneo se llevan la palma.
Como principio básico es preferible salir de la autopista y buscar un lugar tranquilo en un pueblo pequeño de las proximidades.
En las grandes ciudades es necesario huir de las zonas sombrías, poco iluminadas y solitarias. Buscar zonas de estacionamiento, preferiblemente vigilado y de pago. En cualquier caso, lo importante es sentirse seguro para poder descansar en una etapa. Ante la duda un camping puede ser mas eficaz que un sedante para conseguir un sueño reparador.
Las medidas de precaución que se recomiendan habitualmente a los turismos, son muy importantes: no cerrar nunca la visión del interior y no dejar objetos de valor a la vista.

Medidas de protección.-
La base de todas las medidas de protección es una buena alarma activa. En la mayoría de robos consumados, con el vehículo ocupado o no, éstos tenían la alarma desconectada o carecían de ella.
Cuando el vehículo está ocupado, los ladrones entran por una de las puertas de la cabina. En ausencia de ocupantes utilizan también las puerta del habitáculo o incluso una ventana.
No se debe escatimar los medios para contar con una buena alarma. Protección de apertura de puertas. Sensor volumétrico de movimiento. Sensores magnéticos en los portones. Testigo luminoso visible de alarma conectada así como adhesivos disuasorios.
La protección de apertura de puertas se debe conectar cuando se pernocta y el sensor volumétrico de movimiento cuando se deja estacionada para visitar una zona.
Hay medidas adicionales que refuerzan la seguridad: las principales son las cinchas de sirga de acero que sujetan las puertas de la cabina entre sí e impiden su apertura mas allá de lo necesario para que la alarma se active. Casi todos los intento de robo abortados han sido por activarse la alarma.
Hay cierres auxiliares para el portón. Fiamma comercializa dos tipos, el primero consiste en una brida en forma de "U" que sirve también como apoyo que se cierra sobre el portón por la parte exterior. También de Fiamma, en la parte exterior del portón se puede colocar una refuerzo de aluminio grueso cerrado con una llave de seguridad. En el portón se pueden aplicar cerraduras internas de refuerzo.

Gases narcóticos.-
Hace tiempo que circula el rumor de que algunos ladrones utilizan gases narcóticos para adormecer a los habitantes de las autos y así robarles sin que se despierten.
No hay ninguna evidencia de que esto sea cierto. A pesar de que abunda la oferta de alarmas de gas, sobre todo en establecimientos dedicados a la venta de accesorios de autocaravanas de Francia e Italia, nadie ha aportado evidencias de que la utilización de gas sea cierta. Los ladrones con experiencia aprovechan el sueño profundo y su habilidad para hacerse con todo de valor que haya a mano sin despertar a los habitantes. Si alguien se despierta, cosa que ocurre con cierta frecuencia, huyen. No se conocen robos con violencia.
Se ha consultado las diferentes policías españolas y todas ellas han manifestado que no hay ninguna denuncia por la utilización de gas narcótico.
En la práctica es difícil disponer de otro gas que no sea éter. La cantidad de éter necesario para adormecer a los habitantes de una autocaravana es enorme. Los efectos secundarios habrían creado ya algún tipo de víctima, puesto que el efecto secundario típico es el vómito y la aspiración del vómito por adormecimiento es un riesgo evidente. Por otra parte, el éter, en contacto con la llama del frigorífico habría provocado alguna explosión de haberse utilizado.
Si la instalación de una alarma te hace sentir mas seguro, adelante, debes tener en cuenta que la procedencia de las alarmas de gas, derivadas de sensores de GLP, les hacen poco eficaces con una gran probabilidad de falsos positivos provocados por corrientes de aire bruscas.

Por último recapacitar sobre todos los comentarios hechos. Hay que ser prudente sin caer en la paranoia, el riesgo de robo nos acompaña siempre que salimos de casa tanto con un automóvil como con una autocaravana.
La forma de estar y sentirnos seguros es aplicar las normas descritas con rigor y sobre todo seleccionar adecuadamente los lugares de pernocta. Y en última instancia, en la duda, utilizar un camping.

Articulo cedido por

Arsenio Gutiérrez
www.solocamping.com

Fonte:<a href="http://www.acautocaravanistes.com/aca3/participacio/Articles%20d%27%20utilitat/La%20seguridad%20ante%20el%20robo/LA%20SEGURIDAD%20ANTE%20EL%20ROBO.htm ">La seguridad ante el robo[/url]
« Última modificação: 04 Fev 2008, 23:11 por Decas » Registado
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« Responder #49 em: 04 Fev 2008, 21:38 »

Caro amigo Decarvalho
Cheguei hoje depois de uma curta saída. Como desta vez fiquei num parque, limitei-me a fechar as portas sem no entanto as trancar por dentro. E nem sequer levei o meu detetorzinho de gas soporífero (embora pertença aquele pelotão de precavidos que até pensa que actualmente não se deve andar de metro sem lanterna, sem máscara antigás de emergência, sem "dog tag" ao pescoço...etc. etc.). Dou-lhe no entanto os meus parabéns pela sua cruzada em fornecer este forum de tão completos relatos sobre as histórias fictícias de assaltos com tal gás.
Mas: os meus primos, assaltados em frança, dentro de um automóvel, como já relatei aqui, não pensam da mesma maneira...
Quantas pessoas acreditam na reencarnação? Eu não precisei de ir à tertúlia do Bar do Além para acreditar nela, pois já acreditava.
A propósito: não é preciso encher um campingcar com gás. Basta entrar cautelosamente e borrifá-no na cara dos adormecidos autocaravanistas!
Um abraço e até dia 23
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João Firmino
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Decarvalho
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« Responder #48 em: 02 Fev 2008, 23:06 »

carissimo Joao Firminino e mais interessados

sobre segurança e assaltos com gás...conforme prometido la continuei as minhas pesquisas...e ja obtive mais elementos que trago aqui, e que obviamente só interessam aqueles que nao tem já a certeza absoluta que ha mesmo assaltos a gas...os textos seguem na sua lingua original o francês..mas se nem todos o entendem, cada vez ha mais software de traduçao automatica (babel fish e google, por ex.) que dao uma ideia aproximada do que se trata...

por mim ( e a ver vamos quem anda de passo trocado) não se detectam casos concretos e provados de assaltos com gas soporifero, e não existem provas de tais assaltos, nem o seu grau de probabilidade é convincente. Assim, opto pela conclusao de que o que há, sao sonos justos (o dos autocaravanistas) e pesadissimos, e ladroes (injustos) de pes leves e maos ageis, rapidissimos...

boa leitura.

Sécurité


Faut-il avoir peur des agressions ?

Beaucoup de camping-caristes ont peur de s'arrêter pour la nuit. Peur des agressions, des cambriolages, des dégradations, etc. En espérant se protéger ils s'agglutinent avec d'autres congénères, un peu comme les pionners du far west faisaient le cercle avec leurs chariots. Mais la comparaison s'arrête là, car les pionniers avaient des fusils, et organisaient un tour de garde toute la nuit...

Alors soyons clairs : le danger est réel, et les récits d'agressions, de cambriolages alors que les occupants dorment dans le véhicule sont courants. Les forums et revues en citent des témoignages régulièrement. Heureusement (si l'on peut dire) la très grande majorité ne sont que des vols, les attaques envers les personnes étant rarissimes.

Comment s'en protéger ? Comment les éviter ?

D'abord, il faut constater que la très grande majorité des faits sont de simples vols à la roulotte (terme qui prend là toute sa signification !), réalisés pendant que les occupants sont partis visiter une ville, une curiosité, ou faire une excursion. Ils sont donc assez fréquents sur les parkings des sites classés, malgrè leur fréquentation. Probablement ils ne sont pas plus fréquents que pour les vols commis dans les voitures, mais le butin est parfois plus importants, car le camping-car contient généralement plus de matériel qu'une voiture (appareils photos, écrans plats, caméra, etc.).

Mais un petit nombre -petit mais non négligeable - de cambriolages sont commis pendant que les occupants sont dans le camping-car, en train de dormir paisiblement (les vols avec agression de style piraterie semblent encore très rares au moins en France). Certains affirment qu'ils ont été endormis par l'introduction d'un gaz soporifique par les ouies d'aération du véhicule.

Si on regarde d'un peu plus prés ces témoignages, ils font quasiment tous apparaître une circonstance commune : l'agression a eu lieu alors même que d'autres camping-cars étaient stationnés à proximité, et ils n'ont rien entendu. Le scénario est assez classique et parfois plusieurs camping-cars sont cambriolés de la même façon sur le même parking la même nuit.

Et cette constatation contient en elle-même le moyen évident de se protéger de ce type d'agressions. Mettons nous à la place du voleur. C'est une personne intellligente, habile et paresseuse (sinon il travaillerait honnêtement). Il recherche l'efficacité dans son "travail". Donc il va naturellement là où il est sûr de trouver des victimes à plumer, sur les parkings où se rassemblent les camping-cars (et les routiers, qui sont encore plus souvent que les camping-cars victimes de ces agissements). Il lui faut, pour rentabiliser son expédition, être sûr de trouver des victimes, et pour assurer sa "sécurité" être dans un lieu fréquenté (un véhicule de plus n'attire pas l'attention), d'où l'on peut partir en vitesse. Quoi de mieux qu'un parking où sont rassemblés plusieurs camping-cars ?

Donc la solution est toute simple : si vous ne voulez pas être victime d'un cambriolage nocturne, bivouaquez dans le coin le plus isolé possible, et surtout à la vue de personne. Croyez vous qu'un voleur aura l'idée de faire 1 km sur un chemin de forêt pour éventuellement trouver un camping-car à cambrioler ? Il n'est pas si bête !

Pour vivre heureux, vivons cachés !

..............
Ceci étant dit, quelques conseils quand même :

Ne jamais rien laisser traîner sur la plage avant du véhicule (papiers, appareils photos, téléphones portables, etc.). Inutile de montrer au voleur ce qu'il convoite, et de lui faciliter la tâche. Ca paraît évident, mais beaucoup de témoignages font état de matériel volé alors qu'il était bien en vue dans la cabine.

Lorsque le camping-car est laissé sur un parking pour une visite, éviter d'y laisser les papiers, appareils photos et autres. Si possible les emporter avec soi, sinon au moins les cacher, au mieux avoir installé un petit coffre caché pour ces objets précieux.

Pour les vols à la roulotte, l'alarme (simple, inutile de monter une usine à gaz) est encore le moins mauvais système. Mais le mieux est que la sirène soit à l'intérieur de l'habitacle pour empêcher le voleur d'y rester trop longtemps (c'est insoutenable dans un espace fermé). A l'extérieur ça ne sert à rien (vous êtes vous déjà retourné en entendant une sirène d'alarme de voiture ?)

Si vous êtes paranoïaque, il existe dans le commerce et sur les sites de camping-car tout un tas de gadgets pour bloquer les portes. La question est jusqu'où laissez vous votre paranoïa vous pourrir la vie ?

Sécurité
Faut-il s'équiper d'un détecteur de gaz soporifique ?


Les victimes d'agressions nocturnes sur les parkings rassemblant plusieurs camping-cars affirment parfois avoir été endormies par un gaz soporifique introduit par une ouie d'aération du véhicule. Ils ne peuvent s'expliquer autrement le fait que quelqu'un se soit introduit dans le véhicule où ils dormaient et qu'ils n'aient pas été réveillés.
Les fabricants et revendeurs d'accessoires ont immédiatement flairé le marché et proposent divers détecteurs de gaz soporifique, permettant disent-ils de réveiller les occupants avant que le niveau de gaz soit suffisant pour les endormir.
Alors réalité ou paranoïa ?
Eh bien désolé pour ceux qui se sont déjà équipés, mais c'est de la paranoïa pure, de la rumeur savamment entretenue par les revendeurs d'accessoires ou comme disent nos amis anglophone une "urban legend".
Le problème est tout simple. A part dans les films genre James Bond, il n'existe pas de gaz soporifique que l'on introduit dans l'atmosphère et qui endort paisiblement les occupants du véhicule. Les gaz qui pourraient le faire sont des gaz de combats (cf. la "libération" du théatre de Moscou par l'armée russe) qui vont entraîner une fois sur deux (ou plus) la mort des occupants. Et ces gaz ne sont pas faciles à se procurer.
Alors après il y a les "gaz" anesthésiants, utilisés (ou utilisés autrefois) en médecine. Mais là non plus ça ne tient pas la route. Si on passe en revue les plus courants (et facilement disponibles) :




Le protoxyde d'azote. Il faudrait en mettre 50 % dans l'atmosphère pour endormir les occupants, soit 10 à 20 m3. Le pauvre voleur doit se trimbaler avec un tube de gaz qui pèse 50 kg pour chaque camping-car ! Vous y croyez ?


L'éther : comme chacune sait l'éther est extrêmement inflammable. C'est pour ça qu'il n'est plus utilisé en milieu hospitalier. Donc mettez de l'éther dans un camping-car où le réfrigérateur entretient une flamme, et vous avez un magnifique feu d'artifice, où les occupants et le voleur se retrouvent ensemble devant St Pierre. Vous y croyez ?


Le chloroforme : ceux qui en ont déjà reniflé savent que ça pue horriblement et que ça rend malade. Y-a-t'il des témoignages de gens "endormis au gaz" qui vomissent en se réveillant ? En plus c'est un gaz très lourd, donc qui se répend au sol, mais n'emplit pas l'atmosphère. Avant d'atteindre les occupants (qui en général ne dorment pas par terre) il faudrait en mettre des quantités astronomiques.


En fait l'histoire du gaz introduit par les aérations est une légende. Ce qui peut arriver par contre, c'est que le voleur, une fois dans le véhicule, endorme les occupants en leur mettant sur le nez un tampon, par exemple de chloroforme. Mais dans ce cas, l'alarme ne sert strictement à rien.
Donc si vous avez 150 € à jeter, installez une alarme pour gaz soporifique, sinon oubliez et dormez sur vos deux oreilles, en prenant des précautions élémentaires.



« Última modificação: 26 Jun 2008, 16:19 por Decarvalho » Registado
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« Responder #47 em: 06 Set 2007, 22:05 »

Que a Santa Protectora dos Autocaravanistas faça com que as palavras do sábio Doctor do Royal College of Anaesthetists seja 100% científicas, para ficarmos mais descansados. Resta-nos assim aumentar o número e a sofisticação dos sensores e o número de dbs das sirenes para termos  a certeza de acordarmos!
Quanto aos franceses, que foram assaltados e acordaram "grogues""... continuará a ser um mistério!
Continue aa suas pesquisas, Decarvalho, e vá dando sempre notícias!
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João Firmino
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« Responder #46 em: 06 Set 2007, 21:32 »

carissimos

Por mim ponto final nesta historia dos assaltos com gas, tema que já ha mais de um ano me leva a recolher dados objectivos sem nunca os ter encontrado em favor da tese dos assaltos a gas. Quem anda de passo, ou neurónios trocados  não serei eu.

Reproduzo agora o depoimento de um medico anestesista inglês cujo parecer é esclarecedor no sentido de que não existe tal possibilidade...de gasear autocaravanistas indefesos para serem roubados. Que ha roubos sim, (como nos automoveis ligeiros) que há gás não...(como não há nos assaltos a residências)

Deixamos est recado também no nosso Blog em
http://camping-caravanismo-e-autocaravanismo.blogspot.com/2007/09/o-mito-dos-ataques-de-gas-soporifero.html

MAs vejam a fonte o forum do motorhome (inglês) http://www.motorhomefacts.com/ftopicp-185412.html#185412

Dear Mr Kirby,

Thank you for your enquiry. I would like to inform you that you are not the first enquirer with this question. Professor Hatch, our Clinical Advisor, has given the following previous comments:

"I can give you a categorical assurance that it would not be possible to render someone unconscious with ether without their knowledge, even if they were sleeping at the time. Ether is an extremely pungent agent and a relatively weak anaesthetic by modern standards and has a very irritant affect of the air passages, causing coughing and sometimes vomiting. It takes some time to reach unconsciousness, even if given by direct application to the face on a rag, and the concentration needed by some sort of spray into a room would be enormous. The smell hangs around for days and would be obvious to anyone the next day.

There are much more powerful agents around now, some of which are almost odourless. However, these would be unlikely to be able to achieve the effect you describe, and the cost would be huge enough to deter any thief unless he was after the crown jewels. The only practicable agent is probably the one used by the Russians in the Moscow siege - I advised the BBC on their programme about this. The general feeling is that they used an agent which is not available outside the KGB!

Finally, unsupervised anaesthesia, which is what we are really talking about is very dangerous. In the Moscow siege about 20% of victims died from asphyxia, because their airways were unprotected. If the reports you talk about are true I would have expected a significant number of deaths or cases of serious brain damage to have been reported."

I hope this information is helpful to you.

Regards,
Ms Shirani Nadarajah
General Administrator
Professional Standards Directorate
The Royal College of Anaesthetists
« Última modificação: 06 Set 2007, 22:16 por Decarvalho » Registado
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« Responder #45 em: 04 Set 2007, 16:13 »

Carissimos


voltando ao tema, tenho vindo a dra-me conta de uma vaga de assaltos a residencias, apartamentos e  moradias a ultima das quais esta madrugada de domingo em Oeiras....dia 2 de setembro...(SEM O ALARME LIGADO)

a regra tem sido  ate parece que a PSP ja detectou o grupo, um conjunto de habeis "maozinhas" que se introduzem em "pezinhos" forçando janelas, ....e que furtam relogios, carteiras, joias, telemoveis, maquinas fotograficas e computadores portateis que encontram à mão, em todas as divisões e incluive nas mesas de cabeceira dos quartos de dormir
....
Nada de panico claro, mas convem reter que a proposito de autocaravanas estas não sao menos seguras que as residencias, e que ate ao momento não ha noticia de uso de qualquer gas ou anestesiante ou soporifero nas vitimas destes ASSALTOS....

Afinal os larapios saõ do mesmo tipo...residencias ou autocaravanas, e as vitimas do mesmo genero, e os metodos os mesmos tambem...silenciosos, rapidos e de apanhar o que esta a mão...quanto ao gas, é que de modo algum se comprova...apesar de artigos fanatsiosos em França, que depois sao desmentidos pela propria policia como este: http://www.laprovence.com/articles/2007/08/07/101640-UNKNOWN-Cinq-camping-caristes-agresses-au-gaz-en-juillet.php

« Última modificação: 09 Set 2007, 16:40 por Decarvalho » Registado
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