Boa noite companheiros
Para os que estao a pensar passar por Alenquer, vale a pena recolher alguma informação turística...a nota que se transcreve tem fonte no LIFE COOLER....
ver fotos, links e mais detalhes em
http://www.lifecooler.com/edicoes/lifecooler/desenvArtigo.asp?art=3925&rev=2&pesq=trueNão fosse a História de Alenquer tão tamanha e teríamos passado à sua margem, tal como fazem os carros apressados da A1 com destino ao Porto ou a Lisboa.
Com a aventura de Quinhentos, muitos foram os alenquerenses que ajudaram a construir a nossa História. É o caso de Afonso de Albuquerque, vice-rei da Índia, que aqui viveu e ainda do cronista do reino Damião de Góis, que em Alenquer nasceu veio a desaparecer.
No século XIX, Alenquer destacou-se como centro industrial dispondo de algumas fábricas de fiação hoje ruínas que podem ser avistadas junto ao rio com o mesmo nome da vila.
Mas esta localidade, que cresceu em anfiteatro, é também chamada de vila Presépio. É na parte alta da encosta que se concentra o centro histórico. As ruínas do castelo medieval que atestam a importância desta antiga Praça Moura. Hoje restam apenas vestígios da Porta da Conceição e da Torre da Couraça.
Nesta localidade, dois museus merecem referência. O Museu Municipal Hipólito Cabaço , de vocação arqueológica e etnográfica, e a Galeria Museu João Mário , um espaço de arte figurativa naturalista.
A Igreja de São Francisco , situada no local onde existia o antigo Paço Real, parece comandar a vila. Hoje o antigo convento funciona como lar de idosos. Não deixe de conhecer o claustro.
... rumo ao século XXI.
Devido à proximidade, não quisemos deixar de parte a famosa e pacata aldeia (até quando?) da Ota. Aconselhamos uma outra visita a esta povoação para que possa gravar na memória o contraponto entre o hoje e o amanha, com o novo aeroporto em pleno voo. Para tal, ao fim da longa descida da EN1, terá que virar à esquerda para poder entrar na aldeia.
Aqui sobressai a Igreja do Divino Espírito Santo, um templo modesto que, todavia, reúne um rico conjunto de azulejaria tipo tapete do século XVII. A pia de água benta, de traça manuelina é o testemunho de um templo outrora ali existente.
Regressando à EN1, pelo mesmo ponto, seguindo para norte do lado direito, atente no Monte de São Francisco que, por muito que custe a acreditar, vai ser totalmente removido pois encontra-se no enfiamento da pista do novo aeroporto.
Mais à frente, deixe a EN1 e vire à esquerda, em direcção a Abrigada. Segue-se Paúla, Atalaia e Vila Verde dos Francos, povoações de passagem, que nos indicam o caminho até à serra de Montejunto, o ponto mais elevado da região Oeste. Aproximamo-nos da serra por uma estrada florestal, ideal para os moinhos de vento nas cumeadas.
Segredos da serra
Seguindo as placas até ao Quartel da Força Aérea chegamos também à Real Fábrica do Gelo , antecedida por um arranjado parque de merendas. O complexo fabril é composto por uma área de produção do gelo e outra para seu armazenamento e conservação.
Junto à fábrica, existe um forno de cal do século XVIII, que fez cal para as casas de Pragança até meados do século XX.
Perto da recepção do parque de campismo fica a sede do Centro Interpretativo de Montejunto. Aqui encontra informação sobre a fauna e flora desta serra e conselhos quanto a percursos pedestres.
Está na altura de subir ao cume da serra de onde se avista a norte o mar e a sul as lezírias do Tejo. Pode acontecer que as admiráveis vistas tenham de ser adiadas, tudo depende do tempo.
Nesse caso entretém-se com a visita às ruínas de um antigo mosteiro, junto das antenas gigantes, precavendo-se para os eternos ventos que aí residem. Um pouco a baixo situa-se o Santuário de Nossa Senhora das Neves, anualmente sede de romaria.