PAPA LÉGUAS PORTUGAL
Sócio do CPA
Membro de Mérito
 
Offline
Sexo: 
Mensagens: 465
: jan, 2010
Sócio Nº 1869
|
 |
« em: 02 Ago 2013, 00:14 » |
|
Aldeia de Chãos (Rio Maior)
ASSOCIAÇÃO AUTOCARAVANISTA DE PORTUGAL Encontro na Aldeia de Chãos Foto Reportagem Num Encontro Autocaravanista de dirigentes do CPA na Aldeia de Chãos (Rio Maior), a 16 de Abril de 2011, foram captadas 57 fotos. As fotos, cuja ordem corresponde à sequência do encontro, podem ser vistas AQUIPara ver as fotos em “tela inteira” não se esqueça de pressionar a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”. NOTA: Também pode aceder aos mesmos Álbuns ou a outros, com um simples clique num dos endereços seguintes: BLOGUE: Papa Léguas PortugalGOOGLE + Papa Léguas PortugalFACEBOOK Papa Léguas PortugalFACEBOOK Papa Léguas Portugal - AutocaravanismoFLICKR Papa Léguas Portugal********** “ A aldeia de Chãos está integrada na freguesia de Alcobertas e por consequência no concelho de Rio Maior, distando desta cidade cerca de 11 quilómetros. Situa-se num planalto da vertente sul da Serra dos Candeeiros, quase no cume da serra. É uma pequena povoação com cerca de 150 habitantes que desenvolve uma agricultura de subsistência. A envolve-la estende-se um terreno acidentado coberto, na sua grande extensão, por vegetação rasteira, já que os incêndios há muito lhe roubaram as árvores.
É passeando pela aldeia que se torna possível ver os pátios antigos, onde se agrupavam casa de habitação e arrumos, palheiro, currais, casa do forno, arribana, cisterna e muitas vezes uma eira. O material usado na construção, dada a localização geográfica do núcleo populacional, sempre foi a pedra que se retirava dos campos de cultivo ou que se roubava às encostas da serra. As casas formam um núcleo rectangular, com uma abertura para a rua, normalmente fechada por um portão de madeira, que mais recentemente foi substituído pelo portão de ferro. Nas décadas de 60 e 70 a decadência da agricultura proporcionou um aumento de criação de porcos e endinheiramento de algumas famílias. As pecuárias, construídas apenas em tijolo à vista espalharam-se rapidamente pela encosta desfigurando o núcleo habitacional. Com a desvalorização da carne de porco, quase todas as explorações encerraram as portas e os edifícios encontram-se actualmente em ruínas.
Hoje, as famílias sustentam-se pelo trabalho fora da aldeia. Os homens estão empregados nas pedreiras que proliferam no coração da serra dos Candeeiros, na construção civil e nos serviços na sede de concelho. As mulheres, habitualmente a cuidar dos filhos e da casa, continuam na aldeia a fazer as lides domésticas. No entanto, nas gerações mais novas a tradicional mãe de família tem tendência a acabar. As jovens mães trabalham fora e, os filhos que não têm idade escolar, encontram-se ou no jardim infantil ou com os avós.
Na agricultura, praticada para subsistência da casa, arranjam-se os campos para a batata, o feijão e a horta ao pé da porta de casa. Bem vincada na aldeia é a produção de azeite, dada a extensão de oliveira não apenas em Chãos, mas em todo o Parque Natural.
A natureza calcária do terreno favorece há muitos anos a existência de cavidades, algares e grutas de diversas dimensões nesta zona da serra, tal como cursos de água subterrâneos. Desta forma as águas pluviais não ficam à superfície tendo que ser armazenadas em reservatórios, as velhas cisternas. Como na aldeia não existem nascentes, a água chega até às casas pela rede pública.
A localização privilegiada da aldeia oferece uma paisagem de rara beleza que se estende a perder de vista. Santarém e algumas das povoações das margens do Tejo avistam-se para sul. Mas é quando se sobe acima da aldeia, “à serra”, no lado oeste, que o olhar alcança, em dias de céu limpo, a Nazaré, S. Martinho do Porto, Peniche e, mais ao longe, as Berlengas. Nos dias mais límpidos o olhar chega à Serra da Arrábida.” Fonte: Cooperativa Terra Chã
|