O que a Direcção disse…
Na continuação do objectivo de pugnar por uma ainda maior consciencialização dos associados do CPA e dos autocaravanistas em geral, também em conjugação com os propósitos de transparência, rigor e verdade que são apanágio da actual Direcção, vamos, à semelhança da divulgação dos textos genericamente intitulados “É o CPA…”, dar relevo aos Editoriais de “O Autocaravanista” publicados desde 10 de Abril de 2010.
O “Editorial” é um artigo de fundo em que se aborda uma questão apresentando o ponto de vista do jornal, da empresa jornalística ou do redactor-chefe. No nosso caso apresenta o ponto de vista da Direcção do CPA.**********************
“O AUTOCARAVANISTA” N.º 21”
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EDITORIAL de 30 de Setembro de 2011
O Verão acabou…É recorrente, no período do Verão (Junho a Setembro) as autarquias exercerem pressão sobre os autocaravanistas para que abandonem os locais onde se encontram, normalmente junto ao mar.
É recorrente virem os autocaravanistas lamentar-se pelas atitudes persecutórias das autarquias e exigirem aos Clubes que intervenham. Dá, inclusive, que pensar o apelo que se faz às associações para levarem a cabo acções neste e naquele sentido. Ao fazê-lo reconhecem a necessidade da existência de associações, reconhecem que é nas associações que está a representatividade do autocaravanismo, reconhecem que é através da intervenção das associações que se podem alcançar objectivos que melhorem a prática do autocaravanismo, mas, contraditoriamente com o que expressam, muitos, para não dizer a maioria dos autocaravanistas deste País, são os que não estão inscritos em qualquer associação ou, mesmo que inscritos, não contribuem para a formação da vontade colectiva através de uma participação activa.
Os autocaravanistas que se consideram injustiçados, discriminados, e pretendam lutar pelos seus direitos devem ser coerentes e fazerem-se sócios do CPA, pois só assim será possível ter uma associação com capacidade de intervenção aos mais diferentes níveis.
É recorrente os autocaravanistas propor que se escreva às autarquias procurando acordos.
Ou defendemos o direito de não sermos discriminados negativamente, não só os autocaravanistas, como qualquer outro cidadão, ou prescindimos desse direito, não o utilizando e, como sabem, direitos que se não utilizem, são direitos perdidos.
O único acordo possível é exigir, através da persuasão, a reposição do direito que temos a não sermos discriminados negativamente. Abdicarmos do direito à não discriminação negativa é reconhecer que, afinal, não temos razão, ao exigirmos que as autocaravanas sejam tratadas como qualquer outro veículo de igual gabarito.
A luta, porque de uma luta se trata, pela defesa dos direitos dos autocaravanistas tem que ser coordenada pelas associações com a participação e apoio pleno dos autocaravanistas.
…eleições à vista.Estamos em fim de mandato e no decorrer do primeiro trimestre de 2012 terão lugar eleições para os Corpos Gerentes para o biénio de 2012/2013.
No período que antecede o acto eleitoral vêm a terreiro as criticas e os elogios, lançam-se rumores e boatos, tantas e tantas vezes sem se aflorar as questões importantes que podem determinar o futuro do CPA.
E o ruído é tanto que muitos sócios se sentem desmotivados, se alheiam das questões associativas e… não votam.
É importante que os sócios se predisponham a analisar as candidaturas e os programas de acção que lhes forem apresentados com vista a exercerem conscientemente o voto.
No que se refere aos Programas há que ter a percepção do realismo, da aplicação prática dos mesmos, se não põem em causa a estabilidade (económica e não só) e, consequentemente, o futuro do CPA.
Sobre as candidaturas façamos uma avaliação do perfil de cada um dos candidatos e da eventual capacidade e provas dadas para executarem o Programa que propõem e, muito particularmente, se os interesses que defendem são os do Clube ou se se regem por valores ou princípios pouco transparentes. Analisemos se determinada candidatura ou candidato se propõe fazer parte dos Corpos Gerentes do CPA numa perspectiva positiva ou se se candidata negativamente, apenas por ser contra pessoas de outra candidatura.
Ao votar, os sócios devem fazer uma avaliação racional e profunda dos programas e das candidaturas e não se deixar arrastar emotivamente por posturas voluntaristas que poderão conduzir o clube a situações de fragilidade económica e institucional.
O próximo mandato será difícil para os associados que forem eleitos para os Corpos Gerentes. A “crise” que assola Portugal, a Europa, o Mundo, não deixará de atingir o CPA e o desenvolvimento do Autocaravanismo. Estarmos conscientes desta realidade é tão importante como estarmos conscientes da escolha que fizermos no próximo acto eleitoral, votando no projecto e nos sócios que mereçam a nossa confiança.
A unidade também passa por aqui.A Direcção