FICM – A SAGA CONTINUA
(Folhetim em 4 episódios)
CAPÍTULO II
Na Assembleia Geral de 26 de Março de 2011 os sócios aprovaram, sem alterações, a proposta da Direcção sobre a saída da FICM.
Contrariamente à forma como se processou a adesão à FICM, que foi feita à revelia dos sócios do CPA, ou seja, por exclusiva e única decisão da Direcção de então, a saída do CPA da FICM foi feita com uma prévia discussão, aberta a todos os sócios, com pleno conhecimento de todos os autocaravanistas não sócios do CPA, com uma proposta divulgada com antecedência para que os decisores pudessem reflectir conscientemente sobre a mesma e, finalmente, aprovada no órgão máximo por excelência do CPA – a Assembleia Geral – onde até estiveram presentes, a convite do Presidente da Mesa da Assembleia Geral, as mais diversas entidades relacionadas com o autocaravanismo. Curiosamente, ou talvez não, a FICM, três dias antes da deliberação da Assembleia Geral remeteu através da organização do EUROCC 2011 uma mensagem electrónica para a Associação Portuguesa de Autocaravanistas Naturistas, para o Clube Autocaravanista Itinerante, para o Clube Autocaravanista Saloio e para o Clube Flaviense de Autocaravanismo, informando-os que as inscrições para o EUROCC 2011, evento que terá lugar em Roma, tinham sido prorrogadas até ao dia 31 de Abril de 2011. Não é engano! Prorrogadas até ao dia 31 de Abril de 2011.
Saiba-se que a FICM é uma federação que em Portugal apenas tinha uma associação federada: o CPA! A pergunta óbvia, que se impõe, enquadra-se no porquê do convite aos sócios de outros Clubes que não eram filiados na FICM. A resposta mais evidente, perante os factos, é que a FICM interessa-se muito pouco pelas normas éticas que deveria ter com as suas associadas.
E não nos surpreenderia vir a saber que outras razões avançadas desde Portugal, sabe-se lá por quem, já estivessem subjacentes a estes referidos contactos. Mas isso é um assunto que não nos preocupa, nem nunca condicionou as decisões da Direcção do CPA.
E este desprendimento pela ética alarga-se até à violação das normas aprovadas pela própria FICM e, a impunidade com que a FICM o faz, foi revelada na Assembleia Geral. Pela Direcção do CPA? Não! Pelo ex-presidente da Direcção do CPA, o companheiro Autocaravanista Ruy Figueiredo, que o disse publicamente e que o assumiu de forma corajosa.
O Companheiro Autocaravanista Ruy Figueiredo afirmou que o CPA só pagava 700 euros de quotização à FICM graças a uma firme negociação que a Direcção de que era Presidente teve, pois que, dizemos nós, o CPA teria que pagar, de acordo com as normas da FICM, à época, cerca de 1500 euros.
É incompreensível que uma Federação Internacional negoceie a quotização de um federado! Imagine-se, um sócio do CPA negociar com a Direcção o valor da respectiva quota e a Direcção do Clube, após uma firme negociação, aceitar que em vez de pagar os 30,00 euros que estão aprovados passasse a pagar 17 euros e cinquenta cêntimos. É isto aceitável? É isto uma Federação?
Os sócios do CPA deliberaram, e bem, que saíssemos da FICM.
E, cumprindo a deliberação dos sócios foi comunicada à Direcção da FICM e a todas as entidades relacionadas com o autocaravanismo, incluindo as associações federadas na FICM, a deliberação da Assembleia Geral do CPA, através do
escrito também em francês e inglês.
E o assunto poderia ter ficado por aqui…
Não perca, já na próxima Terça-feira (17 de Maio), o 3º episódio de
“FICM – A saga continua”