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Título: CIDADANIA E VISÃO DE FUTURO Enviado por: infoCPA em 07 Nov 2013, 03:38 (http://2.bp.blogspot.com/-DsiAnU2_Q7Q/Unr6Qm8giRI/AAAAAAAADCo/D944R5GAz7c/s1600/OPLX2013.jpg) CIDADANIA E VISÃO DE FUTURO Bem Hajam No Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa teve lugar, ontem, dia 6 de novembro, a apresentação pública dos Projetos vencedores do Orçamento Participativo de Lisboa de 2013, tendo-se o CPA feito representar na singela cerimónia. Nos projetos entre 150 mil e 500 mil euros (grupo em que se situava o CPA) foram aprovados apenas dois: - Jardim Botânico de Lisboa, proteger, valorizar e promover - 7553 Votos - Mobilidade para todos em Benfica - 1375 Votos O Projeto OPLX 168 (Construção de área de Serviço para autocaravanas) ficou em 15º lugar num total de 108 com APENAS 157 votos. O CPA, como é público, desde o início colocou a questão da seguinte forma:
Os resultados evidenciam de forma clara que uma significativa maioria de autocaravanistas não querem uma Área de Serviço para Autocaravanas em Lisboa, nem querem beneficiar o turismo em Portugal e, por isso, não votaram. O CPA agradece às 157 pessoas que assumiram uma cidadania responsável e demonstraram ter uma visão de futuro ao considerarem ser uma mais-valia para o autocaravanismo e um benefício para o turismo em Portugal a existência de uma área de serviço em Lisboa. Bem Hajam Título: Re:CIDADANIA E VISÃO DE FUTURO Enviado por: mar vermelho em 08 Nov 2013, 13:48 Caro companheiro
Acabo de ler o seu texto intitulado "Cidadania e Visão do Futuro" e fico muito triste. Triste pelo facto da grande massa dos sócios do CPA não ter ido votar no projecto da uma Área de Serviço para Lisboa. Triste por verificar o grande alheamento que a maioria dos sócios do CPA revela em relação aos problemas do autocaravanismo e dos autocaravanistas. Triste por verificar que nem nos assuntos que mais de perto nos tocam, os sócios do CPA decidem intervir. Triste por saber e constactar que esta é a realidade de Portugal e dos portugueses... Talvez não fosse tão taxativo como o companheiro, talvez não tirasse as mesmas conclusões que o companheiro tirou do facto da generalidade dos sócios não ter ido votar no projecto. Mas compreendo muito bem a sua mágoa e o seu desgosto. Também eu ficaria assim se a situação se tivesse passado comigo! Tanto esforço, tanto trabalho e apenas 157 sócios a dizerem presente. Uma das razões que me levam a integrar a Lista A concorrente ao próximo acto eleitoral é justamente dar o meu modesto contributo para melhorar este estado de coisas. Na minha modesta opinião é necessário e urgente aproximar de forma consistente e regular, os sócios do CPA dos seus corpos dirigentes, abrir pontes e trabalhar afincadamente no aumento do número dos seus associados. Só assim poderemos aumentar a influência e a força do CPA e ao mesmo tempo garantir o seu futuro sustentado! Aceite os meus melhores cumprimentos e o meu sincero agradecimento por tudo o que fez pelo nosso Clube! Luiz Filipe Carvalho (sócio Nº 1782) Título: Re:CIDADANIA E VISÃO DE FUTURO Enviado por: PAPA LÉGUAS PORTUGAL em 08 Nov 2013, 15:20 Em democracia não há verdades absolutas Em democracia a decisão da maioria não é sinónimo de verdade ou de ter razão. A decisão de uma maioria é apenas sinónimo de uma opção, pois tantas e tantas vezes a decisão de uma maioria se veio a verificar ser contra os interesses dessa mesma maioria. Contudo, em democracia, devemos respeitar as decisões dessa mesma maioria, sem que isso signifique que essa opção seja a melhor e sem prejuízo de direitos fundamentais. No caso vertente a maioria expressou-se pelo desinteresse e ao fazê-lo afirmou uma posição. E essa posição foi muito bem definida pelo CPA. “Os autocaravanistas e os cidadãos que não querem uma Área de Serviço para Autocaravanas em Lisboa, nem beneficiar o turismo em Portugal, NÃO VOTAM neste projeto.” Porque, em democracia, as nossas opções têm consequências. Tenho para mim que os autocaravanistas são pessoas adultas e como tal são responsáveis pelos seus atos, logo a única conclusão que se pode tirar, se não quisermos ter tentações paternalistas, é concluir que uma maioria de autocaravanistas e cidadãos, que são adultos, esclarecidos e responsáveis, ao não votarem, não quiseram uma Área de Serviço para Autocaravanas em Lisboa, nem beneficiar o turismo em Portugal, pois era exatamente isso que estava em causa. Claro que os autocaravanistas e os cidadãos conscientes, que exercem o seu legítimo direito de cidadania, devem estar tristes.´ É perfeitamente compreensível e desejável que entre uma instituição, os dirigentes da mesma e os respetivos associados exista uma empatia. Mas essa empatia não pode ser um obstáculo ao direito de TODOS os associados serem tratados de igual forma e não serem uns mais associados que outros. Entendo que o CPA não é um “Clube de Amigos”, mas uma associação onde os amigos se encontram para defender os interesses, direitos e garantias de TODOS os autocaravanistas. Seria muito simples criar dentro do CPA um grupo de apoio desde que a gestão do CPA se direcionasse para esse grupo de apoio. Um lóbi. Com o atual presidente da Direção (e com todos os membros da Direção) os pequeninos poderes instituídos foram derrotados e abandonaram o CPA. Criaram de forma artificial Clubes de Autocaravanistas e avançaram com a implementação de uma Federação paralela que imaginaram vir a ter um êxito estrondoso. Erraram, mas, contudo, até admito que muitos dos apoiantes dessa Federação estejam verdadeiramente convencidos da sua razão. Dizem-nos, no entanto. os factos, que alguns já concluíram que esse caminho não foi o melhor. E estão de parabéns aqueles que tendo fundado uma federação paralela já a abandonaram. As Direções do CPA, desde 2010, nunca esconderam os seus propósitos, Foram sempre muito claras nos respetivos programas de ação e muito claras nos Planos de Atividades aprovados em Assembleias Gerais. Mantiveram TODOS (sócios e não sócios) permanentemente informados. Proporcionaram a TODOS os sócios as melhores condições para acederem às Assembleias Gerais de forma a apresentarem propostas alternativas às das Direções. Até (e não fizeram mais que a sua obrigação) distribuíram as Propostas a ser discutidas em Assembleia Geral com uma antecedência de pelo menos 15 dias. Todas as decisões de fundo foram tomadas em Assembleias Gerais. O que nenhuma Direção deve fazer é “pagar” aos associados para estarem numa Assembleia Geral. Perante factos não há argumentos. Faço pois sinceros votos para que o Companheiro Autocaravanista “mar vermelho”, sem abdicar dos valores pelos quais se rege o CPA, consiga, como diz “ (…) aproximar de forma consistente e regular, os sócios do CPA dos seus corpos dirigentes, abrir pontes (signifique isso o que significar) e trabalhar afincadamente no aumento do número dos seus associados”. E digo-o com toda a sinceridade. Termino, repetindo a ideia com que acima iniciei este escrito e em que acredito: Em democracia não há verdades absolutas. (mas há factos indesmentíveis!) |